O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 23/10/2018
É preciso evitar para que possa se combater
Define-se como epidemia o aumento de casos de uma doença de forma rápida em determinado local. Doenças como sífilis, escarlatina e gripe H1N1 são exemplos de patologias transmitidas através de vias respiratórias, relações sexuais ou até pelo empréstimo de objetos. Hodiernamente, há vacinas que inibem a proliferação dessas doenças, no entanto a falta de conscientização impede que exista total eficácia na promoção das vacinas. Além do mais, a carência de saneamento básico e uma estrutura irregular são fatores que contribuem para que doenças erradicadas reapareçam, podendo tornar-se até mesmo uma epidemia.
Por uma questão social muitas pessoas não possuem total conhecimento sobre a vacinação, visto que em áreas mais abastadas o índice de alfabetização e conhecimento é baixo. Outro fator que contribui para que parte da população não seja vacinada é a presença de grupos anti-vacina que argumentam sobre os possíveis efeitos colaterais das mesmas, alegando que essas patologias podem ser erradicadas de outras maneiras, como através da alimentação. Assim como na Revolta da Vacina em 1904 em que uma parcela da população contrária a vacina, reuniu-se para protestar porque desconfiava de seus efeitos colaterais, entretanto a campanha foi um sucesso e a varíola foi erradicada.
Com o crescimento demasiado da população é perceptível que uma parcela da mesma principalmente a que vive em periferias ou regiões mais pobres e sem recursos, não possui saneamento básico, além de que não há coleta adequada de lixo o que favorece a proliferação de agentes etiológicos e por fim de doenças. Dessa forma, com a urbanização e a migração pendular diária de indivíduos entre suas moradias e trabalhos faz com que essas doenças acabem sendo propagadas de maneira ainda mais rápida, visto que muitas patologias podem ser repassadas pelo ar ou até mesmo por um simples contato com alguém ou algum objeto.
Considerando os fatos mencionados, é notório a necessidade de mudança, visto que há uma certa rejeição sobre a vacinação. O Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde deve investir em pesquisas para que exista a descoberta de antibióticos que possam eliminar as vacinas para quem opte por não toma-las ou até mesmo para descobertas de novas formas de erradicar essas doenças. Além disso, é preciso que o Governo do Estado juntamente com a prefeitura de cada cidade procure investir e melhorar o saneamento básico para que todos tenham uma boa qualidade de vida, além de conscientizar a população sobre os perigos da propagação. Dessa forma, será possível combater novos surtos de epidemia e erradicá-las novamente.