O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 21/10/2018

População informada

O PNI criado em 1973 é reconhecido internacionalmente por sua eficiência para organizar um calendário de vacinação a fim de combater as doenças que podem ser prevenidas. As gerações mais recentes vacinadas não impedem o aparecimento dessas doenças, e uma das causas são famílias que deixam de vacinar seus filhos corretamente. É comum também que fatores como falta de proteção, cuidado e conscientização aumentem os casos de reaparição das doenças, por exemplo como a dengue.

Não é grande parte da população que deixa de ir atrás de vacinas, mas isso ocorre devido a falta de informações ou um entendimento errado que faz com que optem por procurarem outros métodos de prevenção às doenças, como acontecia no século XX, na Revolta da Vacina, ao se rebelarem contra as campanhas obrigatórias de vacinação. A denominação “criação natural” do movimento antivacina são formas de utilizar a natureza como forma de se imunizarem e as suas crianças. Porém, as vacinas são os métodos mais efetivos e de menor custo para reduzir a mortalidade pelas doenças, sendo obrigatório a todos os cidadãos. Deixar de vacinar implica em maior risco não apenas a uma família, como aqueles em sua volta.

A falta de higiene e de cuidados necessários são fatores que aumentam casos de doenças como a dengue e outros, com situações propicias à proliferação dos vetores. São mais os fatores socioeconômicos que influenciam na propagação, como afirmou Jaime Torres, diretor do departamento de medicina na Universidade Central da Venezuela. Além de que pessoas de fora que chegam ao país podem transmitir alguma doença respiratória, assim como a falta de proteção consciente pode ocasionar em aumentos de doenças sexualmente transmissíveis, que poderiam ser evitados.

Infere-se, portanto, que uma população sem as devidas informações corretas, podem ser influenciada a deixarem de vacinar seus filhos, pelo medo principalmente das reações que as vacinas causam. E ambientes não cuidados podem favorecer a disseminação dos vetores portadores de vírus como o “Aedes Aegypti”. Portanto o governo com ajuda do Ministério da Saúde deveria investir em mais campanhas que conscientizem a população e espalhem informações devidas para que diminua a taxa de ignorância e a convença a tomar medidas corretas a fim de se proteger mais segura e eficazmente.