O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Sancionada por Getúlio Vargas, em 1988, a Constituição cidadã brasileira garante a todos os canarinhos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, no que tange a questão do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, observa-se a existência de empecilhos para a concretização de tais preceitos no país, seja pela falta de vacinação em parte dos brasileiros, seja pela desigualdade social. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada e saudável seja alcançada.
Não obstante, em 1904, o médico Oswaldo Cruz trouxe para o Brasil a primeira vacina com o intuito de amenizar o surto de varíola no estado do Rio de Janeiro, entretanto, as pessoas, desconhecidas de tal meio preventivo, revoltaram-se e, assim, ocorreu a Revolta da Vacina. Nesse cenário, é notório que, atualmente, no Brasil, a falta de vacinação esteja entre as causas do novo surto de doenças no país. Os brasileiros ainda parecem estar desinformados sobre a falta e o uso das vacinas, pois devido ao grande número de indivíduos não vacinados, doenças erradicadas como a dengue, tuberculose e sarampo reapareceram, visto que, no Ceará, foram registrados 161 casos de Sarampo.
Outrossim, faz-se mister, salientar, inclusive, o setor social como impulsionador da persistência da problemática exposta. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. De maneira análoga a esse pensamento, percebe-se, no Brasil, a desigualdade social e o individualismo, visto que apenas aqueles que possuem melhores condições financeiras usufruem do bem-estar social, de forma que a maioria, ou seja, os pobres, estejam expostos ao precário saneamento básico e sujeitos a miséria e pobreza, facilitando a volta dos vírus antes exterminados.
Infere-se, portanto, a mídia, por meio de propagandas e telejornais, informar a importância da vacinação, de forma a orientar e conscientizar a população sobre os perigos que a falta da vacina causa e os privilégios da mesma no contingente demográfico brasileiro. Além disso, é imprescindível que a Receita Federal utilize uma parcela maior dos impostos arrecadados para a construção e manutenção de esgotos e aterros sanitários, principalmente nas áreas mais pobres, a fim de melhorar o saneamento básico, diminuir a propagação de doenças e os atrasos na saúde pública brasileira. Ademais, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Saúde, impor medidas estratégicas, como leis brandas, para incentivar a vacinação, especialmente nas crianças, de forma que a prevenção contra essas doenças seja mais eficaz. Desse modo, o Brasil controlaria o reaparecimento das doenças erradicadas e todos viveriam em consonância a Constituição Federal brasileira vigente.