O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Nos últimos anos, a sociedade brasileira lidou com a reincidência de diversas doenças. Isso é evidenciado nos surtos de Dengue, Febre Amarela, Chikungunya, Sífilis e Gonorreia, ocorridos entre 2015 e 2018. Desse modo, notam-se desafios relacionados ao aparecimento dessas enfermidades, seja pela ineficiência do Estado no controle das doenças, seja pela alta capacidade de mutação e resistência dos vírus e bactérias transmissores.
Em princípio, os serviços precários de saúde pública interferem diretamente nessas epidemias. Sabe-se que, de acordo com o Ministério da Saúde, houveram 108,4 mil pessoas infectadas por Chikungunya e Dengue em 2018, 237 mortes devido a febre amarela em 2017 e 228 mil novos casos de sífilis desde 2010. A partir disso, é perceptível o quanto as políticas públicas de combate às doenças têm se tornado, cada vez mais, ineficientes. Portanto, é essencial investir no Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de resolver tal problemática.
Além das dificuldades existentes na saúde pública, há também a alta mutabilidade dos microrganismos. Salienta-se que, segundo a Organização Mundial de Saúde, vários vírus e bactérias tornaram-se resistentes aos remédios que antes os eliminavam, como é o caso da superbactéria da Gonorreia. Por esse ponto, fica claro o atraso dos cientistas, principalmente no Brasil que tem um baixo investimento em pesquisas, frente a esses seres vivos. Nesse sentido, é necessário aumentar o estudo dessas enfermidades no intuito de melhorar o atual cenário.
Destarte, é imprescindível lutar contra essas doenças reemergentes para diminuir os altos números de infectados. Cabe então ao Governo Federal aumentar o incentivo fiscal destinado ao Ministério da Saúde, com a finalidade de criar campanhas socioeducativas de prevenção, veiculadas na mídia, para todos os cidadãos e expandir as alas de cuidado de epidemias no SUS. Aliado a isso, o Governo Federal também deve ampliar o investimento em universidades, locais de pesquisa do território brasileiro, com o objetivo de analisar a resistência dos microrganismos e elaborar novos medicamentos. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.