O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Ao longo da história da humanidade, muitas epidemias dizimaram populações, porém o avanço da medicina e medidas preventivas proporcionaram a erradicação de muitos desses problemas de saúde. Atualmente, no Brasil, algumas doenças estão reaparecendo gradativamente. Isso se deve, em suma, não apenas à redução de campanhas de vacinação, bem como às ações antrópicas.

Inicialmente, são evidentes os benefícios de eficientes campanhas de vacinação, como aconteceu com o “zé gotinha”. Essa personagem nacionalmente conhecida foi o mascote da vacina contra a poliomielite, usada nas campanhas midiáticas, as quais contribuíram para o desaparecimento dessa doença que afeta crianças. Contudo, as propagandas foram se reduzindo à medida que os casos sumiam e, consequentemente, o número de crianças vacinadas. Isso possibilita, então, o retorno de doenças já erradicadas, como a paralisia infantil(poliomielite), sobretudo diante do cenário atual de constantes imigrações.

Além disso, verifica-se as ações antrópicas - interferência do homem na natureza- como causadoras de doenças. Dessa forma, doenças como a reincidente Febre Amarela, poderiam ser evitadas, pois os mosquitos vetores contaminam pessoas próximas ao campo. No entanto, a caça aos macacos - por também adquirirem a doença, fazendo alguns matarem-os sem necessidade - e o desmatamento são os principais fatores que levam os mosquitos à zona urbana e, por fim, população. Logo, confirma-se a necessidade de educação ambiental, pois segundo Nelson Mandela, a educação é a melhor arma para mudar o mundo.

Portanto, diante das causas da reemergência de doenças, evidencia-se a sociedade e governo como responsáveis pelo retrocesso na saúde. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve investir amplamente na imunização da população, por meio de vacinação, promovendo campanhas midiáticas comoventes, nas quais se mostre consequências letais da recusa à vacina, ou voltadas para o lúdico com a presença de mascotes, para que a sociedade se torne esclarecida e busque imunizar-se. Ademais, as escolas poderiam convocar reuniões comunitárias, nas quais se discorra acerca da consciência ambiental e riscos ligados à reincidência de doenças erradicadas, pois, assim, todos entenderão o impacto causado por si mesmo.