O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 25/10/2018

Na idade média, a Peste Negra foi responsável por dizimar um terço da população europeia, entretanto já estava erradicada, mas retornou em virtude da pouca informação da população sobre o assunto. Hodiernamente, esse fato histórico assemelha-se ao contexto brasileiro, visto que inúmeros casos de doenças já erradicadas voltaram à tona, pois campanhas de vacinas são ineficazes, ademais o saneamento básico é precário.

É indubitável que o desconhecimento da sociedade acerca das vacinas, é o principal fator ao impasse. A esse respeito, a Revolta da Vacina ocorrida no Rio de Janeiro demonstrou fisicamente a insuficiência das campanha públicas, já que a população recusou o uso da imunização, devido assemelharem os antivírus a algo venenoso e prejudicial. Essa triste realidade reafirma a teoria do sociólogo Pierre Bourdieu, pois consoante o pensador a sociedade interioriza, naturaliza e reproduz estruturas do seu passado.

Outrossim, a negligência do Estado para o saneamento básico aumenta a reprodução e a contaminação de vetores transmissores. A esse respeito, os dados da ONU (Organização das Nações Unidas) apontam que os investimentos nos setores de esgoto devem ser prioridades, porque a cada 1 real destinados a essas estruturas 4 é economizado na saúde pública. Além disso, de acordo com o filósofo grego Aristóteles, para que a política não ser corrupta é preciso atender as demandas de todos os setores e para todo o povo.

Destarte, é evidente que os gastos do poder público para combater o problema são insuficiente. Logo, cabe ao Ministério da Saúde financiar prefeito de cidades carentes, para o desenvolvimento do saneamento básico. Através da criação de um órgão específico, com a finalidade de que este planeje e distribua tal verba, a fim de que a contaminação seja erradicada, e os gastos poupados e reinvestidos em campanhas. Após a prática dessa simples ação, catástrofes por doenças antigas não ocorrerão.