O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 28/10/2018

Profilaxias sociais

A globalização em união com ações antrópicas são as principais causadoras da disseminação de patologias endêmicas atualmente. Os europeus, por volta de 1500, se lançam aos mares para o ‘‘descobrimento de novos mundo’’. Cerca de 30 anos depois, desembarcam no Brasil para dar início à colonização, e consigo trazem o vírus da gripe e a bactéria da sífilis. Hoje, essas duas patologias compõem uma série de ocorrências endêmicas no Brasil e que, sem preparo necessário para o combate a tais, poderão facilmente se dispersarem pelos continentes.

Além de dinamizar e encurtar as distâncias métricas, a globalização também é responsável por facilitar a propagação de endemias, podendo resultar em pandemias com a intensificação do tráfego aéreo mundial, a exposição às doenças tornou-se inevitável, o que acaba comprometendo a saúde e o bem-estar de uma nação inteira. Vale ressaltar, que até mesmo no combate a estas enfermidades ocorram discrepâncias entre países desenvolvidos e os subdesenvolvidos. Assim, foi com  surto do ebola em 2015, essa doença endêmica da África Subsaariana não se restringe somente aos africanos pois se alastrou para países da América e da Europa. Assim que os primeiros casos foram notificados em seu território, os Estados Unidos iniciou uma série de estudos sobre essa doença, que foi ‘‘abafado’’ logo depois de ter sido controlado.

Por se localizar em uma zona tropical, e ter por característica o clima quente e úmido, o Brasil propicio ambiente essencial para a proliferação de doenças transmissíveis. No caso das de contágio indireto, o fenômeno do ‘‘El niño’’ e as mudanças climáticas gerados pela poluição potencializaram o avanço das endemias vigentes. Em 2016, o surto de dengue e seus afins, foi alvo de esteria mundial sendo requisitada a presença da diretora da Organização Mundial da Saúde(OMS), Margaret Chan, para que auxiliasse, por meio de medidas no combate ao vetor. Mesmo diante a situação alarmante, Chan elogiou os esforços do governo da presidente Dilma Rousseff e, também, por ‘’estar sendo transparente’’ quanto à notificação de casos. Além disso, é válido enfatizar que apenas medidas governamentais não obterão sucesso se não houver apoio e participação ativa dos civis.

Ademais, sobre a necessidade de embate contra a persistência na disseminação de patologias, é fundamental a integração entre governos mundiais e seus respectivos cidadãos. Em âmbito brasileiro, faz-se preciso maior rigidez no controle de voos internacionais, exigindo o cartão de vacinação ‘’em dia’’, melhorar as condições públicas de saúde e saneamento básico a fim de evitar doenças de contágio direto.