O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 27/10/2018

Com o advento da Segunda Revolução Industrial, no séc XIX, ocorreu o desenvolvimento tecnológico na indústria farmacêutica, impactando a qualidade de vida da sociedade. No entanto, apesar do avanço da medicina possibilitar a erradicação de doenças que antes assolavam a população, por meio de vacinas, cresce o índice de reincidência dessas patologias no Brasil. Entre as causas à negligência do Estado e comportamentos sociais agravados pelas fake news (notícias falsas).

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o Brasil é referência na imunização em massa e fornecimento gratuito de vacinas pela rede pública de saúde, apesar disso é necessário que haja melhoramento desse sistema para maior eficiência e conscientização da população. Convém lembrar ainda, que a falta de campanhas de vacinação e a não convivência com epidemias como a poliomielite, e sarampo, refletem na população uma falsa sensação de que essas doenças não existem.

Outro aspecto a ser considerado é o surgimento de movimentos anti vacinas, fundamentados em pseudociências, por exemplo, a pesquisa do médico britânico Andrew Wakefield, que relacionava a vacinação ao autismo. Vale ressaltar que exames científicos ratificaram não haver associação entre os dois fatores, porém, estudos assim, alimentam  as fakes News que se propagam cada vez mais  nas redes sociais e corroboram para resistência dos pais à imunização dos filhos.

É necessário, portanto, o investimento do Estado em parceria com o Ministério da Saúde em campanhas educativas sobre a importância da imunização para todos, por meio da distribuição de cartilhas e calendários de vacinação a serem entregues pelos Agentes Comunitários da Saúde (ACSs), junto as visitas domiciliares. Além disso o Ministério da Saúde em parceira com canais midiáticos, como televisão e redes sociais, realizarem campanhas publicitárias sobre mitos e verdades da vacinação para combate do compartilhamento de falsas notícias e conscientização da população.