O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 31/10/2018

a Europa passou, durante anos, por uma enorme crise humanitária: a Peste Negra. E sabe-se que, durante a persistência das doenças da época, o temor da sociedade se agravou. Hoje, com toda uma biotecnologia preventiva e estruturada para combater agentes nocivos, a história, no Brasil, toma ares modernos e igualmente preocupantes, pois o reaparecimento de doenças já erradicadas coloca a população, de novo, em alerta. Dado que a falta de vacinação, combinada com precárias condições habitacionais e alimentícias, é potencializadora desse caos.

Em primeira análise, há um grande misticismo sobre a prejudicialidade da vacinação, assunto já estável para a saúde pública, mas de receio aos cidadãos. Como exemplo,a Revolta da Vacina, em 1904, que apresar de rumos violentos, trouxe à tona a real necessidade e eficiência da vacinação. Porque em uma lógica matemática, a proliferação exponencial de vírus e bactérias causadores de doenças já erradicadas - porém que estão em evidência atualmente - é fator suficiente para consolidar a precisão de instituir e legislar a obrigatoriedade desse mecanismo.

No mesmo sentido, entretanto com uma perspectiva socieconômica, as péssimas moradias de comunidades marginalizadas, a falta de alimentação adequada e a ineficácia estatal mostram que a problemática vai além do sistema imunológico. E tais desajustes da política pública abrem, infelizmente, espaço para que não só as doenças se disseminem com facilidade, mas também apartam essas pessoas do sistema de saúde. É, por tal razão, que se entende ser preferível medidas tratamentais a profiláticas, uma vez que, sem elas, gera-se uma super-resistência.

Sendo assim, é imprescindível que haja colaboração de esforços para uma “re-erradicação” dessas doenças. A início, um calendário conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, fazendo atendimento de vacinação dentro das instituições escolares, uma vez ao ano, conjuntamente à convocação dos pais para acompanharem as atividades educacionais, pois assim há uma maior taxa de adeptos, com fito de diminuir o número de crianças sem vacinas. De mesmo modo, que tenha a veiculação de campanhas em redes sociais e veículos midiáticos, dando a visibilidade devida ao assunto e conscientizando a população. Dessa maneira, volta-se uma relação de protocoperação e  erradica-se as relações desarmônicas entre organismos.