O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 22/11/2018

Intermeado por ideias de renovação baseados nas mais ilústres metrópoles europeias do início do século XIX, o Rio de Janeiro adota como uma das mais importantes ações deste período a vacinação generalizada de civis (1904), fato este que tem como ituito a erradicação de doenças com variola, rubeóla e sarampo. Embora tal ação governamental tenha ferido pricípios básicos e fundamentais a dignidade humana é inegável a sua eficácia com relação as drásticas quedas nos índices destas doenças. Todavia, na conjuntura brasileira, hodiernamente, percebe-se que mais de um século tenha se transcorrido, ainda nota-se o reaparecimento da doenças uma vez já erradicadas. Nesse sentido convém analisarmos as principais causa e consequências desta fato retrógrado e deplorável a sociedade.

Tendo início no Reino Unido, o movimento anti-vacina toma força ao se espalhar pelo mundo disseminando a ideia de que vacinas trazem consigo a instauração de novas patologias. Não obstante, hoje muito se sabe que tal pressuposto é um falácia descreditadas com estudos acadêmicos biológicos. Neste linha de pensamento, pode-se tomar como dados empíricos a fato de que no Brasil doenças como poliomelite (paralisia infantil) e sarampo foram reduzidas a valores quase imensuráveis devido a forte presença de campanhas de vacinas, evidenciado-se assim o viés errôneo, previamente pregado, como um dos principais fatores a se levar em conta no reaparecimento de doenças já erradicadas.

Outrossim, destaca-se o fato da tardia tomada de decisões por parte de autoridades com relação a alterações indevidas no meio ambiente, alterações essas que são capazes de modificar a dinâmica de habbitates silvestres, forçando assim a locomoção de animais e insetos para o ambiente urbano, tal afirmação encontra-se fundamentada no fato de macacos-pregos e o mosquito hemagogos, devido ao desmatamento, podem ser encontrados em áreas semi-urbanas (zonas verdes próximo a cidades), trazendo junto a eles o vírus da febre-amarela e a intensificações desta.

Portanto, com base em argumentos supracitados, evidencia-se a necessidade da tomada de medidas. Desta forma deve-se combater o anti-cientificismo acadêmico por meio da criação de aulas específicas implantadas na grade curricular do Ensimo Médio, tal implante dar-se-á pelo Ministério da Educação em meio a debates com a sociedade civil. Por último, mas não menos importante, o fortalecimento da legislação é necessário por parte do Congresso, afim de criarem leis mais eficazes sobre aqueles que alteram negativamente o habitat natural de animais selvagens, fazendo assim o equilíbrio homem-meio ser um fator de ponderância na tomada de decisões antrópicas. Por meio destas medidas teremos um alicérce no combate ao reaparecimento de doenças que uma vez fizeram parte apenas no cotidiano de nossos antepaçados.