O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 17/02/2019
A Constituição Brasileira, norma de maior representação hierárquica penal, no seu artigo 5, garante saúde com equidade para todos os cidadãos brasileiros. Aliado a isso, tal atributo legal se encontra deturpado no panorama atual, no que se refere o desafio do retorno das doenças erradicadas no Brasil. Nessa perspectiva, não há dúvidas de que morosidade estatal, bem como excesso de informação inverídica explanada para uma parcela do corpo social colaboram para perpetuação desse empecilho.
A priori, constata-se que apesar das políticas assíduas de reabastecimento de vacinas no Brasil intrínsecas a campanhas publicitárias para prevenção de Sarampo e Rubéola, por exemplo, é perceptível nos últimos anos a permanência dessas patologias no país. Tal fator, é evidenciado devido ínfimos investimentos estatais em saneamento básico tanto nas metrópoles quanto cidades interioranas, o que torna os vírus e bactérias seres mutagênicos mais resistentes para combatê-los. Diante disso, surtos de doenças como o Sarampo, segundo a Agência Brasil tornam-se periódicos, como ocorreu no Amazonas em que mais de 450 casos foram ratificados.
Concomitante a isso, a fluidez comunicativa diretamente ligada com a dinamicidade de informações oriundas do Meio Técnico-Científico-Informacional conceituado pelo geógrafo Milton Santos, reverberou no agravamento desse impasse societário. Analogamente a esse mecanismo global, a veiculação excessiva de notícias falsas acerca dos mecanismos de vacinação tornaram-se recorrentes, sobretudo, nas redes sociais como o Facebook, o qual denota com frequência matérias errôneas que afirmam esses componentes preventivos como causadores de doenças e com contraindicações severas ao metabolismo humano, levando até a morte. À vista disso, inúmeros indivíduos evitam vacinas em geral, no qual contribui para o aumento de óbices na saúde e no processo de imunização do país.
Desta maneira, significativas problemáticas confirmam o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Por conseguinte, é relevante que o Estado, em consonância ao Ministério da Saúde, por meio de construções de polos de atendimento, em cidades com menores índices de saneamento básico, com a presença de agentes sanitaristas promovam visitas nesses locais degradantes e possam auxiliar no extermínio de vetores de doenças em geral e na mudança total de encanação de modo a diminuir essas óbices no país. Além disso, o Ministério da Educação em conciliação com meios midiáticos, deve desenvolver palestras em canais abertos televisivos, sobre a importância da vacina e desmistificação de notícias falsas para a população, a fim de que seja executado o que a Constituição Cidadã prevê.