O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/09/2019

Em 2016, o Brasil recebia o certificado de eliminação do sarampo, três anos depois o Ministério da Saúde registra 3.339 casos do vírus. Ademais, outras epidemias voltaram, à medida em que o estado reduziu os recursos para prevenção e vacinação, assim como também diminuiu a divulgação sobre o assunto na grande mídia.

A disponibilidade dos recursos permite não só manter a cobertura nos 8.515 milhões de metro quadrado de terras brasileiras, como também aumenta a faixa etária de imunização. Contudo, em 2018, uma matéria do jornal O Globo revela que os repasses para ações voltadas a situações de emergências epidemiológicas reduziram em 33% com relação ao ano de 2016, o que explica o surto ocorrido em 2019.

Além do sarampo, a difteria , rubéola e a pólio também ameaçam voltar , essa última por causa da baixa adesão que , em 2018 , registrou uma queda de 50%, isso sugere a necessidade de uma maior divulgação e conscientização por meio de programas como o “Zé Gotinha “ que motive a população e desperte o interesse da mídia em discutir o assunto com a sociedade .

Portanto, mesmo em tempo de erradicação das doenças, é importante que os recursos estejam disponíveis e sejam utilizados em conjunto com programa contínuo de divulgação para que os eventos de surtos não voltem a ocorrer. Uma forma de promover adesão à imunização é eleger um calendário semestral como feriado nacional de vacinação, além de disponibilizar incentivos financeiro a grande mídia que compuserem os seus programas com matérias sobre o tema, cumprindo, assim o papel social dos meios de comunicação.