O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/03/2019
A Revolta da Vacina, ocorrida durante a Primeira República, manisfestou a reação popular diante a vacinação obrigatória estipulada pelo governo atuante. A brutalidade imposta por esta e a falta de conhecimento sobre os valores atenuantes das doenças erradicadas foram o estopim para tal conturbação. Paralelamente aos dias atuais, uma parcela da população opõe-se a tal mecanismo, uma vez que há uma grande disseminação de falsas notícias e negligência social e do Estado. Nesse sentido, nota-se a importância de repensar a situação.
É revelante abordar, primeiramente que a cobertura vacinal é uma ação coletiva. E, ao abordar a modernidade líquida, o sociólogo Zygmunt Bauman expôs a perda de valores sociais e da capacidade crítica dos indivíduos quanto a veracidade dos fenômenos. Assim, a propagação de fake news, por exemplo, direciona um grande número de pessoas para a recusa de tratamentos públicos.
Ainda, muitos obstáculos agravam o cenário, como a crescente taxa de imigração no Brasil, proveniente de países que sofrem crises políticas e sociais e, por conseguinte, uma maior incidência de doenças já erradicadas em território brasileiro. Ademais, a globalização progressiva acarreta em danos ambientais diversos, propiciando o intercâmbio de agentes etiológicos para centros urbanos e intensificando as mazelas da sociedade, como improficiência de saneamento básico e a precariedade de Unidades Básicas de Saúde.
Logo, urge a necessidade de ações que minimizem os efeitos causados pelo retorno de doenças erradicadas. O Ministério da Saúde, juntamente com o setor midiático, devem criar mecanismos, nas redes sociais, como vídeos e fóruns de dúvidas, que visem desmistificar os conceitos inverídicos sobre a imunização contra tais enfermidades, bem como ampliar as campanhas de vacinação. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover palestras e debates, com profissionais capacitados, aos alunos e familiares quanto a importância de prevenirem-se corretamente.