O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 25/03/2019

O reaparecimento de doenças consideradas erradicadas vem aumentando, de maneira expressiva, no Brasil. O descaso em relação às formas de prevenção, bem como a resistência às vacinas contribuem para a volta dessas enfermidades. É fundamental, portanto, que essa questão de saúde pública seja resolvida com urgência, antes que se manifestem epidemias e a solução de tal problemática se torne ainda mais difícil.

O crescimento de movimentos antivacina, os quais contam com o apoio de muitos desinformados, é preocupante. Esses grupos, embora ainda não possuam tanta força no país, já deixam consequências graves. A reemergência do sarampo, uma doença julgada erradicada, é um dos impactos causados pela resistência de muitos adultos quando se trata da imunização infantil através de vacinas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de um milhão e meio de crianças morrem a cada ano devido a doenças que poderiam ser evitadas pela imunização. Nesse âmbito, comprova-se que a vacinação infantil é essencial.

Além disso, os métodos para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, e também daquelas transmitidas por insetos, como é o caso da dengue, não recebem a atenção devida. Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Saúde revelou que, somente nos primeiros cinco meses de 2011, mais de 23 mil casos de dengue foram registrados no Paraná. Da mesma forma, a rápida disseminação da sífilis é alarmante, visto que foram identificados, no período de 2005 a 2014, mais de 100 mil casos entre gestantes no país. Diante disso, o uso de preservativo e pequenos cuidados diários poderiam impedir a volta de tais enfermidades.

Em virtude dos argumentos apresentados, pode-se concluir, portanto, que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil é uma questão que deve ser solucionada urgentemente. Para a resolução dessa problemática, é fundamental que o Ministério da Saúde incentive e alerte a população, por meio de campanhas e palestras, acerca da importância da vacina. Ademais, é papel do governo estimular a imunização infantil, e das escolas informar sobre a necessidade do uso de preservativos, bem como da realização das práticas de prevenção diárias, para que as doenças reemergentes sejam combatidas.