O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 28/03/2019
Os avanços tecnológicos provenientes dos processos de Revolução Industrial possibilitaram o progresso dos estudos nas áreas de imunologia e combate à doenças virais e bacterianas, que teve início com o descobrimento da Penicilina por Alexander Fleming em 1928. Apesar de tal melhoria, a globalização decorrente dessa revolução contribuiu também de forma negativa para a saúde das populações, a nível global, a medida que favoreceu a propagação de doenças contagiosas, de modo que na atualidade, são constantes os casos de surtos patológicos em decorrência do alto nível de poluição ambiental e da míngua de prevenção por parte da população e dos agentes governamentais a respeito destas, fazendo com que as crises sejam sazonais, de modo a atingir periodicamente a sociedade.
No que tange às condições ambientais brasileiras, estas favorecem o caráter recorrente de surtos ou epidemias patológicas, a medida que corroboram, a exemplo dos casos de dengue e doenças transmitidas pelo mosquito “Aedes Aegypti”, com a proliferação do vetor, que se reproduz em lugares úmidos e insalubres, cenário típico dos centros urbanos brasileiros. De acordo com a revista “Veja”, em 2019, o número de casos de dengue aumentou em 149%, em razão das condições ambientais favoráveis para o mosquito somadas ao descaso da população. Tal situação caracteriza a reaparição da doença, considerando a diminuição de sua incidência nos anos de 2016 e 2017.
Além disso, outro fator que sugere o reaparecimento de patologias antes erradicadas ou combatidas é o descuido populacional e governamental, seja pela automedicação excessiva por parte dos brasileiros, que favorece mutações virais e bacterianas, causando crises sazonais por estes agentes, ou pela redução das campanhas de vacinação e combate aos vetores, pelo governo, após a queda no número de casos em determinadas regiões. À medida que os agentes administrativos estaduais reduzem o estímulo à esse combate, a população, não informada, se desatenta para a prevenção contra as patologias infecciosas, o que a torna suscetível a reincidência das mesmas.
À luz dessas considerações, é imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e em parceria com Governos Estaduais, promova campanhas de vacinação, como a tríplice viral, gratuitas, fornecidas pelo Sistema Único de Saúde, principalmente nas periferias, onde o número de reincidências é maior. Deve também, por meio destes, estabelecer projetos de combate aos transmissores das doenças, a exemplo da dengue, por meio do Programa Nacional de Controle da Dengue, favorecendo a limpeza de focos de água parada e uso de venenos para o mosquito vetor. Ademais, o Ministério da Educação deve efetuar, nas escolas, palestras sobre estas doenças e como combatê-las, informando, desse modo, os estudantes e a sociedade, visando evitar o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil.