O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 29/03/2019
Dengue. Sarampo. Coqueluche. Poliomelite. Essas são doenças reemergentes que estão presentes no cenário brasileiro. Não obstante, a Constituição Federal garante que é dever do estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas para zelar pelo bem-estar físico de todos cidadãos. Assim, faz-se necessário que o poder público atente-se para a cobertura vacinal enquanto situação que põe em risco a vida de milhares de brasileiros.
Cabe pontuar, em primeiro plano, que a falta de conhecimento e a disseminação de falácias estão entre as causas do problema. Ademais, especialistas norte-americanos afirmam que os surtos estão ocorrendo por causa dos grupos de antivacinação, que acreditam que as vacinas são maléficas e disseminam essas informações. Logo, fake news também são espalhadas nas redes sociais, e os seguidores acreditam, devido à pouca divulgação de campanhas e dos benefícios da vacinação.
Concomitantemente, a negligencia familiar ao não levar seus filhos para vacinarem encontra-se como um dos fatores contribuintes para essa vicissitude. Parafraseando o coordenadora do programa de imunização nacional, Carla Domingues, os brasileiros só buscam a vacinação quando as doenças aparecem, e não como prevenção, no entanto, não possui a mesma eficácia e nem é recomendável.
Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível que essas doenças reemergentes, sejam efetivamente erradicadas. Para tal, o Ministério de Saúde aliado as escolas, deve promover palestras educativas sobre vacinação para pais e alunos, para divulgar os benefícios e as consequências de renunciar a imunização, por meio da contratação de profissionais especializados, que realizem campanhas, palestras e vacinas periódicas no âmbito escolar, para que todos tenham acesso. Assim, poder-se-à afirmar que o poder público se adequa de forma exitosa aos princípios constitucionais.