O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 30/03/2019

O Programa Nacional de Imunização brasileiro foi reconhecido internacionalmente por tamanha eficiência no combate de doenças como sarampo, poliomielite e hepatite. Concomitantemente, porém, o reaparecimento dessas enfermidades no país se caracteriza como uma problemática. Urge, assim, medidas para combater tal avanço que encontra em faltas de recursos e na dificuldade de imunização, formas de difusão.

Mormente, a ausência de recursos em postos de saúde caracteriza a problemática. Para o filósofo Aristóteles, ações sociais devem visar ao bem comum. Á luz desse pensamento, é possível depreender que o idealizado não é posto em prática no país, haja vista que, ações ilícitas, como desvio de verbas destinadas à saúde pública, se fazem presentes. Dessa forma, devido à ausência de recursos suficientes é impossível garantir um sistema de saúde público de qualidade. Assim, o reaparecimento de doenças previamente erradicadas, é uma realidade e o bem comum proposto não é concretizado, e sim, um cenário com vacinas escassas ou completamente ausentes em diversos municípios, levando ao quadro vigente.

Ademais, a dificuldade de imunização é um catalisador do impasse. Para o filósofo Hegel, a sociedade deve avançar no mesmo ritmo histórico. Não obstante, a praxe do pensamento não se aplica ao Brasil, tendo em vista que, apesar de na década de 80 a imunização ter sido feita de forma massiva, na contemporaneidade, houve um constante decréscimo nessa postura. Tal conjuntura, pois, pode ser explicada pela negligência da vacina que, por sua vez, é procurada apenas em épocas de surtos epidêmicos de determinada doença, ou pelo surgimento de grupos antivacina que associam a vacinação ao aparecimento de problemas neuropsíquicos.

Fica claro, portanto, que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil é uma realidade. Cabe ao Poder Legislativo propor leis, posteriormente aprovadas pelo Executivo, que aumentem as punições legislativas -aumento de subsídios ou de pena- para infrações como desvio de verbas públicas, a fim de atenuar o cenário marcado por tais ações ilícitas e, consequentemente, a ausência de recursos não será mais um impasse. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde vincular campanhas didáticas, por meio de seu perfil em mídias sociais e em redes televisivas, com o viés de conscientizar a população acerca da vacina e como essa pode previnir inúmeras enfermidades. Assim, a problemática será erradicada.