O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/04/2019

A erradicação de doenças como a poliomielite, que apresentou muitos casos, no Brasil, até o fim dos anos 80, bem como de outras doenças infecciosas representou substancial melhora à condição de muitos brasileiros. Entretanto, o retorno do aparecimento de algumas mazelas ameaça o bem estar populacional, uma vez que estas causam graves danos à saúde. Tal situação deletéria evidencia falhas na atuação da sociedade civil e do poder público em evitar esses males.

Primeiramente, é válido ressaltar que a adoção de medidas profiláticas proporcionou uma melhor qualidade de vida á população. Prova disso é que no contexto social brasileiro diversas doenças foram erradicadas, como exemplo a rubéola, e o sarampo. Entretanto, assim como no livro naturalista “O Cortiço”, o qual denunciava as condições precárias dos moradores do Rio De Janeiro daquele período, muitas pessoas ainda vivem sem acesso a garantias básicas de higiene. Ademais, muitas pessoas renegam a imunização, da mesma forma do contexto do século XIX, em que muitas pessoas eram contrárias às vacinas,fato preponderante para a revolta da vacina,movimento contrário as politicas propostas pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Todos esses fatos causam uma redução na longevidade e um aumento da demanda hospitalar, evidenciando, portanto, que a conscientização da população sobre a importância da imunização e da higiene configura um desafio à sociedade civil na prevenção doenças.

Outrossim, apesar da Constituição Federal, de 1988, afirmar em seu artigo 196 que a garantia á saúde é um dever do estado, a efetivação desse dispositivo jurídico não é plena, hodiernamente. Isso torna-se evidente com a situação de superlotação dos hospitais o que traz a tona a realidade da ação governamental pouco abrangente na prevenção de doenças transmissíveis, imprudência por parte do estado que além de facilitar infecções corriqueiras, pode, também, colaborar para o ressurgimento de enfermidades que não tinham casos relatados no país. Então, é um desafio ao poder público evitar que males já erradicados não voltem a assolar o Brasil, uma vez que, de acordo com uma noticia publicada pela Folha de São Paulo, em 2018 a vacinação de crianças atingiu o menor valor em 16 anos.

Destarte, na finalidade de garantir uma melhor qualidade de vida assim como a provocada pela erradicação da poliomielite ações devem ser adotadas. Primeiramente, as escolas, por serem referencia na formação cidadã, devem conscientizar pais e alunos sobre a importância da vacinação e de práticas higiênicas, por meio de reuniões e mesas redondas, pois esse tipo de interação plural o debate por construir uma mentalidade positiva. Adicione-se a isso, medidas governamentais, que devem ser focadas em campanhas, via folhetos educativos e postagens. Por fim, essas boas práticas se exercidas, poderiam ser eficientes no combate ao retorno de doenças erradicadas.