O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 01/04/2019
Na Idade Média, a falta de cuidados básicos de higiene colaborou para o desenvolvimento da peste negra, a qual dizimou, praticamente, um terço da população europeia. À vista disso, a evolução do homem no processo histórico e cultural deve-se, principalmente, a superação de doenças e, assim, sua sobrevivência. Todavia, na contemporaneidade, pode-se observar o reaparecimento de doenças que já tinham sido erradicadas no Brasil. Desse modo, torna-se pertinente analisar as principais nuances dessa questão: a relação com a crise econômica e a falta de comprometimento das autoridades políticas com saúde dos brasileiros.
A priori, a crise política que permeou o Brasil no ano de 2015 foi responsável por corroborar com os problemas de cunho econômico que o país tem enfrentando, como ressaltou a jornalista Mirian Leitão no Jornal O Globo. Nessa perspectiva, as mazelas sociais foram acentuados, como o reaparecimento de doenças já erradicadas. Essa conjunção, por sua vez, é possível, a partir do momento que percebe-se que as questões relacionadas com o bem-estar da população estão vinculadas com o bom desempenho econômico da nação, uma vez que as urgências sociais, como a saúde, não são as prioridades dos governantes nas pautas de reuniões políticas, quando há um cenário de crise na economia. É possível inferir, dessa maneira, que países com grandes problemas econômicos, como os que pertencem a Africa Subsariana, são os que mais possuem deficiências em promover a saúde para sua população, por exemplo.
Outrossim, a Constituição Cidadã, por meio de artigos e dispositivos, demonstra que é dever do Estado garantir condições adequadas para o desenvolvimento saudável de toda a população. No entanto, a realidade reverbera o Enigma da Modernidade, do filósofo Henrique de Lima, o qual elucida que apesar de a sociedade ser tão avançada em suas razões teóricas, é tão indigente em suas razões éticas, ou seja, mesmo sendo explicitado na Carta Magna, essa problemática relacionada com o retorno de doenças já vencidas, evidencia a não promoção do dever do Estado para a questão da Saúde e, consequentemente, a falta de comprometimento das autoridades políticas com a saúde dos brasileiros.
Logo, é necessário que as ONGs- organizações não governamentais- venham, mediante a realização de palestras, elucidar para o Estado brasileiro, a necessidade de desenvolver medidas que erradique doenças reemergentes, como campanhas de vacinação pelo Brasil. Para tanto, é favorável convidar médicos, enfermeiros e agentes de saúde, para contribuírem no desenvolvimento de um conhecimento sólido sobre essa questão e, por fim, elaborarem as medidas. Dessa forma, mesmo o país em crise econômica garantir-se-á o que é estalecido na constituição de 1988, o direito à saúde.