O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/04/2019
A reforma sanitarista, iniciada na década de 1970, propiciou avanços significativos no que diz respeito à saúde pública no Brasil e, por sua vez, possibilitou a erradicação de patologias, até então, responsáveis por inúmeras mortes no país. No entanto, observa-se que doenças anteriormente erradicadas voltaram a ocorrer no território brasileiro. Esse fato se deve, sobretudo, a falhas na execução de políticas públicas de saúde, destacando-se a redução no número de pessoas vacinadas e a ausência de ações de promoção à saúde.
Decerto, as vacinas, descobertas por Edward Jenner no fim do século XVIII, desenvolvem na atualidade função medular na prevenção de doenças. Nesse aspecto, o governo brasileiro desenvolveu o Programa Nacional de Imunização (PNI), visando garantir a toda população o direito à vacinação. Entretanto, na atual conjuntura, mesmo tendo alcançado bons resultados no início, o PNI tem tido uma redução no número de pessoas vacinadas, como mostram dados do site DataSus. Portanto, essa situação corrobora o reaparecimento de endemias no país e necessita de intervenção por parte do Estado.
Ainda convém lembrar que, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, percebe-se a importância da execução de ações de promoção à saúde como é estabelecido pelas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Todavia, verifica-se que poucas ações dessa natureza são desenvolvidas pelas equipes de saúde da atenção básica. Desse modo, a população fica mais suscetível a aquisição de patologias endêmicas, pois não é instruída de meios de prevenção.
Diante dos argumentos apresentados, observa-se que a improficiência na execução de políticas públicas é prejudicial à população. Para reverter essa situação, cabe ao Ministério da Saúde por ação do PNI incentivar a população a vacinar-se, por meio da divulgação de anúncios publicitários, espalhados nas cidades em outdoors, na televisão e internet; destinados a todas as faixas etárias, com o fito de aumentar a quantidade de pessoas imunizadas. Ademais, as secretarias municipais de saúde devem desenvolver ações de promoção à saúde, em suas respectivas cidades, por meio de eventos realizados nas zonas de maior tráfego de pessoas, utilizando-se de equipes multidisciplinares, visando ensinar a população meios de prevenção a doenças. Dessa maneira, os efeitos da reforma sanitarista continuarão sendo difundido no Brasil.