O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/05/2019

A Revolta da Vacina, ocorrida no começo do século XX, causou uma reação negativa da população em relação à campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, por falta de informações dos métodos e efeitos da vacina. Logo após, numerosas campanhas de vacinação foram realizadas, contribuindo para o controle ou a erradicação de doenças. Por conseguinte, a despreocupação com patologias contidas anos atrás, bem como a falta de informações passadas a população contribuíram para o retorno de doenças reemergentes no Brasil.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que há um descuido da população em relação a vacinação, majoritariamente por consequência de acreditarem na erradicação de algumas doenças, pela falta de informações recebidas. Em 2016, o Brasil havia recebido da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o certificado de erradicação do sarampo, porém em 2018 o vírus reapareceu. Ou seja, a falta de vacinação de indivíduos colaborou para que o vírus voltasse a atingir a população.

Além disso, de acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), 15% das pessoas alegam falta de tempo para comparecer a unidade de saúde. Assim, pode-se notar que existe um despreparo na área da saúde por não conseguir disponibilizar horários flexíveis para essa população, que na maior parte do tempo está sobrecarregada de responsabilidades diárias.

Infere-se, portanto, que doenças erradicadas correm o risco de reaparecerem. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde, por meios de comunicação de massa, como televisão e redes sociais, disponibilizar informações acerca da importância da vacinação para a erradicação de doenças, além de melhorar também a disponibilidade de horários flexíveis para a população. Ademais, cabe aos indivíduos zelar por sua saúde, procurando sempre postos de saúde com o intuito de se imunizarem com vacinações.