O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Controversa: avanço tecnológico X atraso da população

A poliomielite foi a doença mais temida no século XX, milhares de crianças tiveram suas funções motoras prejudicadas e muitas morreram, a esperança surgiu com o Dr. Jonas Salk, que com anos de estudos conseguiu desenvolver a vacina responsável por acabar com tal atrocidade. Com os avanços da medicina outros métodos de prevenção foram desenvolvidos e a expectativa de vida cresceu, entretanto, a população atual vêm deixando de adquiri-las.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, o aumento na ressurgência dessas enfermidades provém da queda do número de imunizados no país. Segundo pesquisas realizadas pela UNICEF, o número de vacinados com a Tríplice Viral, na qual previne a caxumba, rubéola e sarampo, atingiu quase 100% em 2014, já em 2017 esse número caiu para 85%, representando assim um perigo a saúde nacional. Advindo disso, os casos de doenças, antes consideradas erradicadas no país, retornam para assolar a população.

Vale destacar, ainda, a ampliação da quantidade de pais que estão aderindo os movimentos antivacinação. Entre as principais razões por essa escolha está a falta de confiança, complacência, motivos religiosos e o acesso a informações erradas. Segundo o Dr. Ricardo Becker Feijó, professor da faculdade de medicina da UFRGS, as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso, pelo fato, dessas, extirpar moléstias dizimadoras dos séculos passados difundem a desinformações da população atual sobre suas gravidades. O resultado disso é a maior aceitação as notícias deturpas, nas quais influem de forma negativa os cidadãos.

Torna-se evidente, portanto, a necessidades da implantação de medidas para solucionar tais adversidades. A partir da parceria entre os ministérios da saúde e educação, devem determinar a exigência da apresentação da carteira de vacinação do menor nas creches e escolas, afim de garantir a proteção das crianças. Por sua vez, a OMS, deve propagar, através de campanhas midiáticas, informações sobre o que são tais mazelas, o quanto elas afetaram as nações e como as vacinas agem no organismo, para que assim os responsáveis estejam cientes e adquiram uma maior confiança. Dessa forma, o Brasil poderá acabar com o ressurgimento de tais patologias.