O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/04/2019

Controversa: avanço tecnológico X atraso da população

A poliomielite foi a doença mais temida no século XX, milhares de crianças tiveram suas funções motoras prejudicadas e muitas morreram. A esperança surgiu com o Dr. Jonas Salk desenvolvedor da vacina capaz de acabar com tal atrocidade. Embora os avanços da medicina possibilitaram a criação de novos métodos para prevenção e aumento da expectativa de vida, a população vêm deixando de adquiri-los e influenciam outras a fazerem o mesmo.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o aumento na ressurgência dessas enfermidades provém da queda do número de imunizados. Segundo pesquisas realizadas pela UNICEF, o número de vacinados com a Tríplice Viral, a qual previne caxumba, rubéola e sarampo, atingiu quase 100% em 2014, já em 2017 esse número caiu para 85%. Ainda, segundo o jornal Estadão, o sistema de saúde não acompanhou a inserção da mulher- responsável por cuidar dos filhos na maioria dos casos- no mercado de trabalho, mantendo-se com horários pouco flexíveis e incompatíveis com a nova dinâmica familiar. Como consequência, as sociedades tendem a não receber a imunização, gerando, dessa forma, a maior suscetibilidade.

Vale destacar, ainda, a ampliação da quantidade de pais que estão aderindo aos movimentos antivacinação. Entre as principais razões por essa escolha está a falta de confiança, complacência, motivos religiosos e o acesso a informações erradas. Ademais, segundo o Dr. Ricardo Becker Feijó, professor da faculdade de medicina da UFRGS, as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso, pelo fato, dessas, extirparem moléstias dizimadoras dos séculos passados levou as populações atuais a não terem contato com as mesmas, gerando, dessa forma, a desinformação e desconfiança sobre a real necessidade de precaução. O resultado disso é a maior aceitação as notícias deturpas, as quais influem de forma negativa os cidadãos.

Torna-se evidente, portanto, a necessidades da implantação de medidas para solucionar tais adversidades. Em razão disso, o Ministério da Saúde, deve, direcionar uma maior parcela dos tributos para promover campanhas de vacinação aos finais de semana, como forma de ajudar o modelo familiar atual. Por sua vez, a Organização Mundial da Saúde, deve propagar, através de campanhas midiáticas, informações sobre o que são tais mazelas, o quanto elas afetaram as nações e como as vacinas agem no organismo, para que assim os responsáveis estejam cientes e adquiram uma maior confiança. Dessa forma, o Brasil poderá acabar com o ressurgimento de tais patologias.