O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 19/04/2019

A ideia de vacinação já era aplicada há mais de 500 anos na China, onde restos de feridas de varíolas eram cegas ao sol, a radiação ultravioleta destruía o vírus e as pessoas aspiravam a solução. O corpo tinha uma versão inativa do vírus para aprender a combate-lo antes de encontra-lo ativo e assim desenvolviam a proteção que chamamos de imunidade.

Segundo a chefe da Organização Mundial da Saúde e epidemiologista ,Laurence Cibrelus o reaparecimento de doenças antes erradicadas tem como atual agravante a disseminação de conspirações acerca das vacinas,como o crescimento da febre amarela no Brasil e da relação entre vacinas e autismo feita até então pelo médico Andrew Wakefield.

O artigo de Andrew foi publicado em 1998 ligando a vacina Tríplice Viral à irritação intestinal em 12 crianças autistas,mas graças ao trabalho do jornalista Brian Deer hoje sabe-se que a pesquisa foi forjada e que 3 dessas crianças nem ao menos tinham autismo,segundo o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido que posteriori cassou a licença de Andrew.

A medida pública de vacinação obrigatória no Brasil levou a uma brusca diminuição no número de casos antes de doenças epidêmicas,mas levou a população a um estado de irresponsabilidade e ingenuidade com relação ao perigo da volta dessas doenças,prova disso é o recorrente descaso com a própria carteira de vacinação que muitas vezes encontra-se perdida por entre os documentos da casa.

Em 2017 a cobertura de vacinação(Tríplice Viral) ficou abaixo em 21 estados e em julho de 2018 foram confirmados mais de 500 casos de sarampo na região Norte do Brasil,dados da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações(CGPNI).A falta de campanhas informativas leva a ingenuidade da população,que por consequente,deixa de entender a função das vacinas e passa a acreditar em conspirações.Por isso o Fórum Econômico Mundial lista informações falsas na internet como umas das maiores ameaças à civilização moderna,na mesma categoria do Terrorismo.

Com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pela formação civil - junto a Coordenação do Programa Nacional de Imunização e em parceria com a mídia,deve disseminar informações acerca das vacinas,isso deve ser feito em palestras nas escolas e creches com os pais,principalmente de crianças que são o público mais atingido.