O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 27/04/2019

A Revolta da Vacina ocorrida em 1904 no Brasil, foi uma reação popular à campanha de vacinação obrigatória. Um século passado da Revolta, a vacinação se torna novamente um desafio para o Ministério da Saúde. Nesse seguimento, movimentos antivacinação ganham força, consequência disso é o reaparecimento de doenças erradicadas que causam diversos efeitos negativos, como o aumento da mortalidade infantil. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de uma intervenção para a problemática.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o ressurgimento de doenças como o sarampo e a poliomielite é alarmante para toda a população do país. Nessa conjuntura, o risco se instala devido ao rápido contágio dessas enfermidades, já que o sarampo é uma doença viral e a poliomielite é uma doença viral infecto-contagiosa que pode causar a paralisia infantil. Essas doenças são facilmente evitadas por meio da vacina. Entretanto, nos últimos anos há um aumento no registo do sarampo e da poliomielite, fato que é extremamente preocupante, visto que o sarampo é fatal principalmente em crianças e a poliomielite além de poder causar a morte, pode deixar sequelas irreversíveis. Essas consequências são devido à falta de conscientização da população que se torna resistente à vacinas.

Nessa perspectiva, movimentos antivacinas se tornam cada vez mais populares no mundo e chegam com força no país, realidade que preocupa os especialistas em saúde. Um dos especialistas que se pronunciou sobre os fatos é o médico Drauzio Varella, que afirma a importância da vacina e sua segurança no seu canal do youtube. Contudo, mesmo com diversas informações disponíveis sobre a importância da prevenção contra muitas doenças, houve nos últimos anos um aumento da queda de vacinação. Todavia, não somente doenças erradicadas estão ressurgindo devido à falta de prevenção por meio da vacina, a sífilis é um exemplo disso, ela é uma doença bacteriana transmitida por meio de relações sexuais.

Fica claro, portanto, que o misto entre a falta de prevenção e de informação pode causar danos irreversíveis a toda população. Dessa forma, o Ministério da Saúde em parceria com as Prefeituras Municipais deve ampliar o acesso de informação sobre a importância das vacinas, por meio de workshops nos postos de Estratégia de Saúde da Família, em que podem ser realizadas palestras com profissionais capacitados da área e também com pessoas que tiveram doenças devido à falta de prevenção. Ademais, nas escolas deve-se haver aulas educação sexual, a fim de evitar a sífilis e outras DST’s, além de haver debates sobre a importância da prevenção de doenças, para que as revoltas contra as vacinas e doenças do passado, não retornem para o futuro.