O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 22/05/2019
No início do século XX, no Brasil, doenças como, por exemplo, a peste bubônica dizimavam grande parte da população. Nesse contexto, a solução encontrada pelo médico Oswaldo Cruz foi a vacinação que, apesar da Revolta da Vacina, foi um sucesso. Na sociedade atual, entretanto, doenças já erradicadas têm retornado ao cenário brasileiro, sobretudo pela desinformação, o que pode desencadear graves prejuízos sociais e econômicos.
Em primeiro lugar, cabe pontuar a ignorância social como fator preponderante. Desse modo, tal como o uso da lista “Páginas Amarelas”, doenças comuns no passado tornaram-se apenas histórias de livros didáticos para as novas gerações. Logo, conforme dados do Ministério da Saúde, a cada ano há redução na cobertura vacinal do país, ainda que haja oferta gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) municipais.
Sob esse viés, nota-se a iminência de grandes perdas financeiras. Em 2018, por exemplo, confirmaram-se mais de dez mil casos de sarampo. Assim, se esses números persistirem, o Brasil perderá a certificação de erradicação dessa doença. Consequentemente, a vacinação para a entrada e a saída no território será obrigatória, podendo, pois, impactar negativamente o turismo e os investimentos no país.
Infere-se, portanto, que a volta de doenças erradicadas é danosa para a sociedade. Sendo assim, é importante evocar a solução aplicada, anteriormente, por Oswaldo Cruz. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde realizar uma extensa campanha nas redes sociais alertando sobre os riscos provocados pela falta de vacinação, de forma a rememorar os sintomas, as perdas e os perigos causados por aquelas doenças. E deve fazer por meio de vídeos e de “memes” impactantes, a fim de mobilizar a população a procurar as UBS municipais. Poder-se-á, assim, visar à manutenção do bem-estar social e econômico no Brasil.