O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 01/06/2019

Desde a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, as vacinas foram implantadas na sociedade brasileira, porém foi estabelecida de forma forçada, ocasionando uma revolta na população, é visível que hoje as condições de vida dos brasileiros vem decaindo a cada dia e somadas as campanhas antivacinas que estão ganhando espaço nas mídias sociais e cada vez mais adeptos e ao baixo incentivo do governo pelas ações preventivas a doenças no geral, acabam por fomentar o reaparecimento de enfermidades que já foram decorrentes no país, como exemplo, pode-se citar a sífilis e a poliomielite.

Convém ressaltar, que segundo dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento Básico, apresentou que 51% da população brasileira não têm acesso à coleta de esgoto, esses dados estão relacionados com a volta das epidemias no país, majoritariamente de dengue, zika e chikungunya, pois as condições precárias das áreas mais humildes das cidades, são sublimes para a proliferação do mosquito. Ademais, a ausência de saneamento básico, permite o habitat perfeito para a reprodução de vírus e bactérias, causando perigos desastrosos para os cidadãos e como exemplo, pode-se aludir o aumento de mortes por bacterioses e viroses no país, além da emersão de doenças já exterminadas no território nacional.

É indubitável que as ações para o uso de preservativos, com o objetivo de evitar doenças sexualmente transmissíveis, as campanhas para receber as vacinas e para manter as medidas higiênicas entre a comunidade, como lavar as mãos corretamente antes de comer e não jogar lixo em local inapropriado, não estão sendo realizadas com êxito pelo governo, majoritariamente pelo Ministério da Saúde, não prevenindo a população em relação a essas enfermidades e ocasionando a insipiência nacional em relação ao assunto. Outrossim, a prevenção ainda é o melhor meio de manter a sociedade segura de doenças perigosas como a febre amarela e sarampo, isso é consoante ao pensamento de Jacques Bossuet, que diz que a saúde depende mais das precauções do que dos médicos.

Por tal prerrogativa, o Ministério da Infraestrutura deve garantir o saneamento básico a todos, por meio de investimentos na área e certificar-se que toda a população tenha água potável, limpeza urbana, manejo do lixo e drenagem da água, com a finalidade de garantir a democratização do saneamento e a prevenção de enfermidades. Além disso, a intervenção do Ministério da Saúde se mostra necessária, visto que, deve investir em ações preventivas, por meio das mídias sociais e dos veículos de comunicação, para assegurar a cientificação da sociedade acerca da prevenção e reduzir a reincidência de doenças. Ademais, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve levar a conscientização sobre os perigos desses males, por meio de palestras com médicos e evitar a ignorância do povo.