O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 24/05/2019

Na obra ‘‘O Cortiço ‘’, de Aluísio Azevedo, a Febre amarela era uma das principais endemias que afetavam os moradores do São Romão. Fora dos livros, mesmo após avanços na medicina - como a criação de mosquitos transgênicos- nota-se, o retorno dessas patologias letais à vida humana. Dado que, a gestão ineficiente do Estado e a falta de conscientização social impulsionam a problemática.   Convém ressaltar, em primeiro plano, que a falta de recursos básicos potencializam a propagação de doenças. Embora, a Lei 11.445 garanta que o direito a saneamento básico seja assegurada a todos os cidadãos, constata-se que, de acordo com dados divulgados pelo Portal g1, apenas 50,3% têm acesso à coleta de esgoto. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratualista Jacques Rousseau, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis. Dessa forma, esses ambientes tornam-se propícios ao desenvolvimento, e consequentemente, a aquisição dessas afecções.

Outrossim, destaca-se que além da questão constitucional, a falta de comoção social ainda é o principal aliado do vetor. Segundo o Ministério da Saúde, 22% dos municípios brasileiros apresentaram um alto índice de regressão dos casos de dengue, Zika e Chikungunya. A esse respeito o filosofo John Locke afirmava, em linhas gerais, que isso ocorre devido à mentalidade individualista da maioria das pessoas, no qual acreditam que os deveres servem para os outros e não para si. Assim, apesar da atuação do Estado em campanhas e a capacitação de agentes sanitários, essas medidas tem pouca utilidade se não em consonância da atuação coletiva.

Torna-se evidente, portanto, que essas doenças devem ser de fato erradicadas, por isso medidas cabíveis devem ser implementadas. Sob esse viés, o Mistério da Saúde, por meio de ficções engajadas na mídia televisiva, sobretudo nos intervalos comerciais em horários nobre, deve abordar os problemas do retorno dessas endemias, destacando os índices de letalidade e solicitando a participação fundamental da população no combate. Afim de atingir um maior nível de conhecimento e atuação do meio social. Ademas, o Ministério da Justiça, deve proteger os indivíduos da omissão moral, cobrando que os direitos intrínsecos sejam postos em prática pelo Estado.