O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/06/2019
Poliomielite.Sarampo.Rubéola. Essas são algumas doenças que haviam sido controladas no Brasil e voltaram a se manifestar no território. Dessa forma, é notável que discustir sobre esse assunto é de grande relevância, visto que é necessário entender os motivos do reaparecimento de doenças erradicadas e o que isso resulta não só aos pacientes como também à saúde pública brasileira.
Em primeiro lugar, é importante evidenciar que muitos autores destacam o movimento antivacinação como uma das principais causas do ressurgimento de certas doenças. De fato, muitas das enfermidades reemergentes podem ser previníveis por meio da vacinação. Porém, a aversão à vacina não é algo que surgiu na atualidade, o que é exemplificado pela Revolta da Vacina de 1904. Na época Oswaldo Cruz instituiu a vacinação obrigatória à população com o objetivo de controlar os surtos de varíola na cidade do Rio de Janeiro. As pessoas ficaram contra isso não só pelo desconhecimento do assunto mas também pela imposição violenta por parte do governo. Desse modo, a comunidade precisa estar consciente sobre os benefícios da vacinação na saúde da sociedade já que escolhas particulares acabam por desencadear consequências coletivas.
Adicionado à isso, as condições precárias auxiliam nesse cenário. Acesso ao saneamento básico ainda é uma ilusão para muitos brasileiros. Fato preocupante, visto que a maioria das doenças podem ser evitadas pelo tratamento de água e esgoto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada dólar investido em água e saneamento, são economizados 4,3 dólares em custos de saúde no mundo. Além disso, a desigualdade econômica, fome e desemprego potencializam o quadro de estresse e tensão social, realidade que diminui a defesa imunológica e deixam os indivíduos mais suscetíveis ao adoecimento. Isso é reflexo de que no Brasil certas questões primordiais são tratadas com descaso para melhoria da saúde pública.
Urge, portanto, que medidas sejam realizadas para essas enfermidades sejam parte do passado e não do futuro. Cabe ao governo associado ao Ministério da educação promover o discernimento sobre a importâcia das vacinas. Por meio de palestras , de médicos e profissionais da área, abertas aos alunos e pais, para que criem consciência da relevância da vacinação na vida em sociedade. Ademais, é dever do Ministério das cidades desenvolverem projetos de saneamento básico que atendam a maioria, se não toda a população brasileira já que é um direito público. Dessa forma, todas as pessoas tenham mecanismos de cuidarem do seu bem-estar e essas doenças tornem-se antigas para a futura geração.