O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 28/06/2019
Em variados períodos da história, observa-se relatos de doenças que tornaram-se epidêmicas e foram responsáveis por elevados índices de mortes, como exemplo, a peste negra. Nesse sentido, com o decorrer do tempo e o avanço da medicina, foi possível a elaboração de meios de prevenção para as mesmas. No século XIII, o médico Edward Jenner, foi responsável pela criação da primeira vacina para precaução contra a varíola e séculos depois, de outras mazelas. No entanto, no contexto social vigente, nota-se o retorno de enfermidades antes erradicadas, por consequência das falsas notícias propagadas, somadas à falta de compreensão por parte da comunidade e a baixa vacinação.
Observa-se, em primeira instância, a ausência de conhecimento por parte da sociedade. Em 1904, o Rio de Janeiro foi tomado por um movimento popular conhecido como a Revolta da Vacina, desencadeada pela campanha de vacinação obrigatória, haja vista que a população não possuía discernimento suficiente a respeito do assunto. Na atualidade, os responsáveis são as “fake news”, uma vez que poucos indivíduos verificam a veracidade das notícias circuladas, especialmente, nas redes sociais e não possuem um entendimento amplo acerca dessa temática. Assim, os indivíduos as tomam como verdades e passam a enxergar a vacina como inimiga.
Em detrimento dessa questão, constata-se a queda na cobertura vacinal do país entre os fatores que tem influenciado para o retornamento desses males, como a poliomielite, ameaçando a saúde pública brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde apenas 50% das crianças foram vacinadas contra essa doença em 2017. Isso demonstra como os pais e os responsáveis, têm sido negligentes no que se refere à prevenção dos menores, causando um estado de alerta, visto que pode gerar consequências graves ao país.
Evidencia-se, portanto, que é imperiosa uma providência do Governo Federal em conjunto com o Ministério da Saúde, que devem, por intermédio de campanhas educativas em meios de comunicação, como o sistema televisivo e a internet, orientar os habitantes no tocante a importância e os benefícios da imunização, com o fito de esclarecer dúvidas e findar a propagação de falsas informações. Ademais, devem viabilizar ações e palestras em escolas, além da realização de visitas domiciliares por agentes da saúde a fim de alcançar o público alvo.