O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 30/06/2019
O desenvolvimento de vacinas para a prevenção de doenças no mundo contribui diretamente para a solução de problemas com a saúde pública. O Brasil também tem sido beneficiado especialmente após a criação do Programa Nacional de Imunização (PNI), em 1973, que facilitou o acesso da população às vacinas. No entanto, a reincidência de doenças que já haviam sido erradicadas devido à negação à vacinação por diversas pessoas tem gerado preocupações no país, pois essa situação pode desencadear novos surtos de doenças e aumentar o índice de mortalidade. O processo de imunização deve ser incentivado para que se reverta essa situação.
Em primeiro lugar, são notáveis os benefícios que os métodos de prevenção desenvolvidos pela ciência trouxeram e trazem para o mundo. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o número de mortes causadas por doenças preveníveis por vacinação caiu de 0,9 milhões em 2000 para 0,4 milhões em 2010. Além disso, sabe-se que o controle epidemiológico de diversas doenças como a febre amarela, a hepatite b e a varíola, que já levaram inúmeros indivíduos ao óbito, só foi possível após a imunização da população. Essas doenças, quando não geram a morte, podem desencadear complicações como doenças cardíacas, hepáticas e renais.
No entanto, diversas pessoas tem deixado de vacinar a si mesmas ou a seus filhos por acreditarem que esse processo de imunização, ao invés de prevenir doenças, pode pode gerar efeitos indesejáveis para o organismo, tais como reações alérgicas, febre e diarreia. Esses adeptos à não vacinação defendem que esses produtos podem sobrecarregar o sistema imune e preferem complementá-lo por meio da alimentação. No Brasil, em 2016, registrou-se a pior taxa de imunização dos últimos 12 anos: 84% contra a meta de 95% recomendada pela OMS. O governo teme que a redução de pessoas vacinadas gere surtos e epidemias de doenças antigas e já controladas no país.
Portanto, nota-se que, por mais que o processo de vacinação possa gerar efeitos colaterais desagradáveis, seus benefícios se sobressaem a esses incômodos, pois sabe-se que as doenças, quando contraídas, podem deixar sequelas muitas vezes irreversíveis. Cabe, então, ao Estado, junto ao Ministério da Saúde, investir em campanhas de estímulo à vacinação com a distribuição de cartilhas educativas, vídeos e palestras em locais de grande alcance de pessoas como creches, escolas e eventos culturais e, também, divulgá-los nos canais de telecomunicação e nas redes sociais. Dessa forma, garante-se uma maior conscientização quanto à importância da vacinação e uma redução no reaparecimento de doenças que podem ser controladas através dela. Só então será constituída uma maior segurança epidemiológica na saúde pública do país.