O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 04/07/2019
A revolução técnico-científica, ocorrida no século XX, proporcionou a integração da ciência e da tecnologia e possibilitou um grande evento na área médica, como o desenvolvimento de vacinas e remédios para prevenir e tratar doenças. Hodiernamente, muitas dessas patologias foram erradicadas, no entanto, algumas delas estão reaparecendo. No Brasil, por exemplo, doenças como sarampo e sífilis são reemergentes, e esse reaparecimento está ligado a baixa cobertura vacinal e, também, a falsa sensação que as pessoas têm de que as doenças já erradicadas não existem.
Em 1904, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu a Revolta da Vacina, uma campanha de vacinação foi imposta pelo governo e recusada pela população que não conhecia o funcionamento da vacina e seus efeitos positivos. De maneira análoga, nos dias atuais, o movimento antivacinação surge no Brasil, não por falta de conhecimento dos efeitos da imunização, mas por especulações de relação da vacina com outras doenças e, também, por notícias falsas. Diante disso, esses fatores resultam em uma baixa cobertura vacinal, que é acentuada pela falta de recursos do governo para um bom funcionamento no sistema de saúde, e tem como consequência o reaparecimento de patologias que podem – e devem – ser prevenidas, afinal o indivíduo que não se vacina torna-se um potencial transmissor da doença. Ademais, a falta sensação que as pessoas têm de que as doenças já erradicadas ou controladas não existem é um fator perigoso. Desse modo, esses indivíduos acabam banalizando essas patologias e não fazem a prevenção por meio de vacinas, ou até mesmo pelo uso de preservativos no caso da sífilis e de outras infecções sexualmente transmissíveis. Sob esse viés, sem o cuidado e a prevenção corretos a população acaba por proporcionar a reincidência dessas doenças e o possível espalhamento dessas no país e no mundo, uma vez que fiscalização sanitária eficaz nas fronteiras é, em algumas vezes, falha.
Em síntese, fica evidente que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil traz consequências ao país e, portanto, urge controlar a reincidência dessas patologias. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, realizar, em parceria com faculdades da área da saúde, eventos informacionais por meio de palestras explicativas e debates com o intuito de conscientizar a população sobre a importância da vacinação e da prevenção de doenças. Outrossim, cabe a todos os tipos de mídia usar de comerciais e programas para divulgar dados científicos tanto sobre doenças quanto sua prevenção. Destarte, com a população conscientizada dos benefícios da prevenção dessas doenças e com campanhas de vacinação regulares, a situação do reaparecimento de patologias já erradicadas pode ser, novamente, controlada.