O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 17/07/2019
Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), se compararmos o ano de 2019 ao de 2018, os casos de sarampo cresceram três vezes mais em todo o mundo. Sendo que, a maior causa para este fato se deve à falta de vacinação. Seja por conta da falta de tempo que os familiares da criança alegam ter, ou por causa da desinformação à cerca da vacinação. Com isso, doenças como a rubéola, sarampo e poliomielite, há poucos anos consideradas erradicadas, voltam a incidir, não apenas nos brasileiros mas em diversas partes do mundo.
Além disso, cresce o número de grupos antivacinas, que afirmam serem as vacinas prejudiciais para as pessoas e causadora de doenças como o autismo. Mesmo sem qualquer base científica, esses grupos vêm crescendo pelo mundo todo e aumentando os seus adeptos, assim como a incidência de doenças que antes eram prevenidas com a vacinação.
Além do mais, segundo a Secretaria de Saúde do Brasil, tem ocorrido baixa da cobertura vacinal nos últimos anos. Ou seja, menos crianças estão sendo vacinadas, o ideal seria 96%, no entanto, em alguns estados brasileiros, não se chega em 70%. Várias são as causas para esse descaso, como a falta de informação das muitas famílias, que por vezes, supõem que se a doença foi erradicada, não teria mais a necessidade da sua vacinação. Pondo em risco inúmeras crianças, já que a doença não para de existir, mas é controlada quando toda a população toma a vacina.
Portanto, é extremamente necessário que o Ministério da Saúde, promova campanhas e propagandas que busquem explicar para a população os benefícios da vacinação, assim como, os equívocos que tem sido declarados sobre essa. Além da necessidade que a população procure regularizar os cartões de vacinação, principalmente quando se tem uma criança, já que essa não possui ainda o sistema imune totalmente desenvolvido podendo contrair a doença com maior facilidade. Por fim, o Governo alerte as famílias para o fato de que a vacinação em crianças é obrigatória por lei, não sendo portanto, uma escolha dos responsáveis.