O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 08/10/2019
O problema do descaso com a saúde não é uma invenção atual, podendo ser vista em toda a história da humanidade como, por exemplo, na fuga da corte portuguesa para o Brasil, onde uma epidemia de piolhos se alastrou pelos barcos. Agora, no século 21, é possivel notar que o desleixo com a saúde não mudou muito desde aquela época, uma vez que, a falta de cuidados e prevenções estão desenterrando doenças consideradas erradicadas.
Por consequência do desleixo que a sociedade vive em relação a sua própria saúde, o Brasil se encontra numa onda de mazelas fatais aos seres humanos e animais e que por conta desse descaso, as doenças possuem mais facilidade de se espalhar em diversos pontos do território brasileiro, expondo mais e mais pessoas a esse mal. Com isso acontecendo no cenário atual , fica mais claro que esse assunto deve ser posto sempre em pauta.
A priori, de acordo com dados coletados pela secretaria de saúde do Paraná, foram registrados mais de 23 mil novos caso de dengue nos primeiros meses de 2011. Ademais, estima-se que possa ocorrer cerca de 42 mil casos de sífilis em gestantes no ano de 2016, comprovando assim, a importância de combater e erradicar esse problema que está se tornando bastante atemporal.
Conforme o surto de doenças anteriormente erradicadas aumenta, o movimento antivacinação ganha cada vez mais força, onde mitos caluniosos e aprendizados errôneos comprometeram a imagem da vacina, tornando um medicamento eficaz, algo para se temer. Uma vez tendo isso em mente, é possível fazer uma relação entre os dois acontecimentos, já que boa parte desses problemas, muitos deles contagiosos, poderia ser evitado tomando uma simples vacina, como é o caso do sarampo. Pois quando uma parte da população opta por não vacinar, criam-se grupos suscetíveis que possibilitam o trafego de doenças, que afetam aqueles que não quiseram a vacina, além de prejudicar os que não puderam ser imunizados, por questões pessoais.
Portanto, é preciso que o ministério da saúde ofereça o tratamento adequado às pessoas infectadas, investindo ainda mais no programa “mais médicos” que busca suprir a falta de médicos em municípios carentes, assim como a prevenção das saudáveis. Ademais, é necessário que o MEC estimule o ensinamentos de cuidados que se deve ter em relação à saúde. E por fim, que o governo forme parcerias com diversas ONG’s para projetos socioeducativos que visem explicar a importância das vacinas e tirar todo e qualquer preconceito acerca delas. Tais medidas buscam resolver esse impasse de forma justa e democrática.