O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 25/07/2019
O reaparecimento de doenças erradicadas, como a Febre Amarela, por exemplo, tornou-se um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, no ano de 2018. Esse fato é reflexo de uma negligência governamental, tendo em vista que a diminuição da quantidade de pessoas vacinadas têm caído a cada ano e a postura do Ministério da Saúde permanece a mesma. Além disso, o contato com imigrantes de outros países também contribuiu para o renascimento de algumas doenças. Essa problemática ocorre devido ao precário sistema educacional brasileiro, pautado na competitividade, como também ao posicionamento do Estado diante desse infortúnio.
A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens braseiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam sendo vítimas de falsas notícias, como, por exemplo, a “fake news” que narrava a vacinação como uma forma seleção populacional, a qual iria eliminar as pessoas mais pobres. Essa política do terror reflete diretamente na diminuição de pessoas vacinadas no país.
Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, visto que a falta de políticas públicas, como propagandas que possam levar o conhecimento da importância da vacinação para população tem refletido diretamente no medo da prevenção, pois a maioria das pessoas que não procuram a imunização ativa têm medo dos seus efeitos colaterais. Todavia, essa problemática é comum no país, no século XX, por exemplo, houve urbanização da cidade do Rio de Janeiro, que, na época, estava sofrendo com uma epidemia de varíola e peste negra, porém, o Presidente Rodrigo Alves iniciou uma campanha de vacinação obrigatória, sem a menor prevenção educativa, os agentes iniciaram o tratamento de forma autoritária, gerando, assim, a Revolta da Vacina.
Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com o renascimento de doenças no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos médio e infantil, como a semana da vacinação, para que haja a conscientização dos jovens, mostrando a importância da prevenção de doenças para saúde pública, acabando, assim, com o terror que algumas pessoas tem, gerando, nesse sentido, a confiança nos agentes imunológicos.