O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 26/07/2019

No decorrer da história brasileira, inúmeras doenças foram erradicadas graças aos avanços científicos e, principalmente, por conta das campanhas de vacinação. Todavia, algumas delas voltaram a atingir a população. Nota-se que os índices de pessoas imunizadas no país caíram, questões como o movimento antivacina e a falta de conhecimento de setores pobres da sociedade, atreladas aos casos de imigrações desordenadas, resultam nessa mazela. Sendo assim, intervenções são necessárias.

Em primeira instância, é necessário analisar que a queda do índice de imunização reflete diretamente nesse grave problema. É notório que isso ocorre por conta dos movimentos antivacina, pois os adeptos dessa ideia acreditam que as vacinas trazem mais malefícios do que benefícios, e assim, deixam de se imunizarem e também fazem isso com os filhos, elevando a probabilidade de contrair doenças que podem ser prevenidas facilmente como sarampo, tétano e gripe A. Concomitantemente a isso, tem-se a precária situação das camadas de baixa renda, que possuem pouco acesso à informação, baixo saneamento básico e péssimas condições de vida, ficando expostos à contaminação e às falsas notícias circulantes. Desse modo, fica claro que a vacinação é de extrema importância e possui eficiência no combate a diversos tipos de enfermidades.

Em segunda instância, é importante salientar que os fluxos migratórios humanos do mundo globalizado, podem ocasionar em transmissão de doenças, se não receberem os devidos cuidados. É perceptível que o Brasil recebe muitos imigrantes anualmente, pode-se citar o caso dos venezuelanos, que estão fugindo da guerra civil no país natal. Esse processo, atrelado à baixa vacinação, acabam resultando nessa mazela, já que muitos desses estrangeiros não foram imunizados no país de origem, e não recebem os cuidados necessários ao entrarem em território brasileiro, ocupando assim as ruas das cidades em precárias situações. Com isso, o ambiente torna-se propício à proliferação de doenças.

Portanto, é possível inferir que a queda do índice de imunização, em conjunto com os problemas sociais e imigratórios, constituem as principais causas do reaparecimento dessas enfermidades. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da saúde, em parceria com ONG’s, elabore um projeto de conscientização e prevenção, com grupos de profissionais especializados, para espalhar informações concretas acerca da imunização nos meios de comunicação, principalmente nas redes sociais, bem como realizar fiscalizações em regiões carentes acerca de vacinação e saneamento básico. É importante também, que o Ministério da justiça, por meio dos órgãos responsáveis pelas migrações, elabore medidas que busquem atender aos refugiados disponibilizando acesso à saúde pública e às campanhas de vacinação. Consequentemente, esse entrave atingirá menores proporções.