O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 30/07/2019
Na primeira República brasileira, por razões estruturais de saneamento básico, inúmeras doenças, as quais estavam, até então, erradicadas em diversos lugares, reapareceram. Hodiernamente, esse cenário se repete por inúmeros fatores, o que configura um sério problema que urge ser solucionado, posto que ainda há, por parte da população, desconhecimento em relação à importância da prevenção, além de haver, por ora, insuficiência governamental no combate a tais enfermidades.
Em primeira análise, é válido pontuar que grande parcela populacional brasileira não detém de conhecimentos acerca da prevenção existente, a qual visa à imunização dos indivíduos, a fim de não adquirirem tal doença. Ainda na Primeira República, era perceptível a resistência das pessoas à vacinação, o que motivou a Revolta da Vacina, causada em razão do desconhecimento daquelas em relação a essa. Seguindo essa perspectiva, nota-se que há semelhanças entre a população da República Oligárquica e a atual, visto que ambas mostram-se resistentes aos métodos preventivos, motivadas pela insciência.
Outrossim, vale ainda salientar que não há disponibilidade governamental suficiente para combater tais males. Consoante ao pensamento contratualista, o Estado deve assegurar os direitos humanos, dentre os quais encontra-se o direito à vida. Entretanto, o que se percebe é que a qualidade de vida mostra-se comprometida, na medida em que as forças governamentais não promovem medidas que impeçam a manifestação de doenças que, há muito tempo, foram erradicadas, dentre as quais pode-se citar a dengue, a tuberculose e a meningite, assim como inúmeras outras enfermidades. Dessa forma, pode-se afirmar que a ação estatal é imprescindível no combate e na prevenção, pois sob intermédio dessas ações, os males erradicar-se-ão definitivamente.
Destarte, medidas são necessárias para atenuar o impasse. O Governo Federal, como instância máxima, deve, em parceria com o Ministério da Saúde e com o Ministério da Educação, providenciar projetos que visem à disseminação de conhecimentos acerca dos métodos de prevenção de doenças, por meio de palestras e simpósios, realizados mensalmente nas instituições de ensino, a fim de transmitir tais informações à geração jovem, para que essa desenvolva, desde cedo, tal consciência. Ademais, o primeiro órgão deve, ainda, proporcionar condições estruturais que impeçam os vetores e agentes causadores das doenças de se manifestarem e, com o intuito de impossibilitar a ação desses sobre a população, erradicar, de forma definitiva, esses males.