O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 08/08/2019
No início do século XX, ocorreu no Brasil a Revolta da Vacina, um movimento popular que se opôs a vacinação anti-varíola, doença a qual, foi erradicada devido as medidas realizadas. Hodiernamente, esses esforços conquistados no passado, como a exterminação de enfermidades, vêm sendo destruídos, visto que há significativos casos de reaparecimento das epidemias. Sob esse viés, a sociedade forma-se embasada na falta de informação e também há a irresponsabilidade para com o meio em que vivem.
A Constituição Federal de 1988, no artigo 205, redige que o ensino-aprendizado é direito de todos e dever do Estado. Ademais, consoante apresentado pelo filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, logo, pois, a falta de conhecimento da sociedade sobre as doenças e suas formas de transmissão impede que previnam-se, e evitem uma maior disseminação do vírus, bactéria ou transmissor responsável. Desse modo, doenças que aparentemente haviam sido abolidas, retornam ao âmbito social, principalmente em regiões de pouco estudo sobre essas, e consequentemente, espalham-se por todo o país.
Outrossim, a existência de cidadãos que descreem na possibilidade do retorno dessas epidemias, é perigosa para a saúde geral da população. De modo que abstraem o pensamento do antropólogo Hebert Spencer, que diz sobre liberdade de um indivíduo acabar, quando começa a de outro, e tomam decisões que fogem à liberdade de expressão e infringem na vida alheia, exemplo disso, é a escolha de não se vacinar, uma atitude de ignorância e apatia, pois esse cidadão é mais propenso a ser contaminado e se tornar um propagador da doença. Diante disso, a irresponsabilidade de alguns é a causa da morte de outros, destarte, crianças e idosos, grupos com a imunidade inferior, são o principal risco, podendo não sobreviver quando infectados.
Diante do exposto, o conhecimento sobre o assunto é essencial para prevenção, assim como, cautela e responsabilidade. Portanto, cabe aos Governos Estaduais, com apoio do Ministério do Meio Ambiente, realizar palestras nas praças públicas das cidades, por meio de profissionais capacitados e com entendimento sobre as principais doenças no Brasil, para que assim seja disseminada as formas de evitar o problema e não ele. Ademais, cabe à mídia, com seu alto poder de persuasão, dialogar sobre tais precedentes, a fim de que no futuro não reapareça o que já foi extinto. E, com isso, não ocorram revoltas embasadas na alienação social e nem contaminações generalizadas.