O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/08/2019

Consoante o Ministério da Saúde, os estados de Amazonas e Roraima apresentam 500 casos de sarampo e 1500 em investigação, o que denota a reintrodução de doenças no Brasil, como a poliomielite e rubéola. Em função da migração para o País sem a cobertura vacinal necessária e da baixa taxa de imunização meio aos habitantes, o reaparecimento de enfermidades já erradicadas no País indica um cenário preocupante. Urgem, então, ações que minimizem a atual conjuntura da saúde.

Nesse sentido, a recidiva de algumas mazelas dá-se de modo significativo pelo recebimento incondizente de imigrantes nas fronteiras, negligenciando a endemia de algumas patologias e o estado em que se encontra cada país. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, é imprescindível que o Certificado Internacional de Vacinas seja emitido e esteja em dia ao comparecer ao território brasileiro, isto é, o indivíduo deve estar imunizado em todos os requisitos demandados. No entanto, sem conhecimento do levantamento de vacinação de cada nação e a dificuldade de amparar um contingente de pessoas, a abrangência dos cuidados é um obstáculo para o Governo, o que mantém o contexto  perigoso para os residentes. Dessa maneira, ao deparar-se com as epidemias locais, os cidadãos atrelam a circunstância aos movimentos migratórios e constroem um sentimento xenófobo.

Ademais, o ressurgimento de algumas enfermidades ocorre também devido à imunização da multidão abaixo do recomendável, o que dificulta a estabilização da condição brasileira. Segundo reportagens do G1 com epidemiologistas e porta-vozes da OMS, ao longo de 2018, as redes sociais foram tomadas por notícias falsas acerca do processo de vacinação, as quais alegavam falsos efeitos colaterais, e esse aspecto teve influência no combate à febre amarela. À vista disso, o desconhecimento das pessoas sobre a dinâmica vacinal corrobora a postura contrária a comparecer às campanhas feitas pelos postos e, dessa forma, o público-alvo estipulado pelo Estado não é atingido. Logo, pelo pouco engajamento , a consolidação desse cenário é fortalecida e expõe o Brasil a ocorrência de doenças mais sérias.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que suprimam o reaparecimento de patologias já erradicadas. Ao Governo, delega-se a rígida atuação, por meio do controle efetivo das fronteiras e da análise das carteiras de vacinação feita por uma equipe capacitada para coordenar os pedidos, como uma associação de médicos, assistentes sociais e agentes da Polícia Federal, a fim de estabelecer um ambiente seguro para os nativos e acolhedor para os imigrantes. À sociedade, cabe o comprometimento com as campanhas realizadas pelos postos, por intermédio da atualização dos documentos ligados à imunização, com o fito de concretizar a cobertura vacinal meio ao público para a supressão dessa reaparição das enfermidades, esperando, desse modo, a cessação dos dados graves.