O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/08/2019

No século XVIII, houve a descoberta da vacina pelo médico Edward Jenner. Desde então, o desenvolvimento de vacinas bastante eficazes e seguras possibilitou a erradicação de várias doenças como o sarampo, poliomielite, rubéola e coqueluche. Contudo, atualmente algumas dessas enfermidades estão reemergindo no Brasil devido à queda da cobertura vacinal. Nesse contexto, políticas preventivas devem ser tratadas com prioridade pela Saúde Pública do país.

A priori é válido ressaltar os fatores que desencadearam esse fenômeno. A redução do índice de vacinação está intrinsecamente relacionada ao movimento antivacina que, se propagou na internet ao espalhar mitos sobre o assunto, e à negligência de alguns pais no que tange ao cumprimento do calendário vacinal dos filhos. Outrossim, o aumento das imigrações é uma condição agravante pois, os brasileiros não imunizados ficam expostos a qualquer viajante que traga consigo agentes infecciosos, podendo desencadear novos surtos facilmente. Logo, verifica-se que a nação encontra-se sob estado de alerta.

Analogamente, a Europa enfrenta situação semelhante, mas em proporções maiores. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, foram detectados milhares de casos de sarampo nesse ano na região. Com isso, a OMS orienta o mundo todo a realizar programas de prevenção, sendo a imunização artificial o principal meio de precaução comprovado. Dessa forma, é importante que o governo do Brasil faça sua parte para proteger os cidadãos de um possível surto mundial.

Sendo assim, é primordial que o Ministério da Saúde adote medidas funcionais para impedir a volta dessas patologias. Para tanto, deve-se intensificar programas de vacinação, tornando-os mais acessíveis e periódicos, incluindo os imigrantes. Ademais, o cartão de vacina precisa ser pré-requisito para matrícula escolar. Simultaneamente, faz-se  necessário que se implante campanhas conscientizadoras na mídia. Tudo isso somado à melhoria do sistema de vigilância epidemiológica.