O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 13/08/2019
É possível, por intermédio da linguagem simples e coloquial do poema “Tinha uma pedra no meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade, fazer uma analogia a respeito do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Sob tal paridade, entre o escrito poético e a realidade vigente constata-se que o revés atua e repercute no cotidiano dos brasileiros como um verdadeiro obstáculo social que precisa ser superado. Contudo, a inoperância estatal atrelado a falta de conhecimento sobre o assunto dificultam a solução dessa mazela .
Em primeira análise, pontua-se que a inércia Governamental atua de forma à agravar a situação. Segundo Aristóteles, o Governo deve, acima de tudo, garantir o bem-estar da sociedade. Porém, nota-se o descaso das autoridades públicas em relação ao comprometimento em vacinar toda a população brasileira. Esse desdém é evidenciado por meio dos dados divulgados pelo portal de notícias G1, os quais apontam que 49% dos municípios do país não atingiram a meta de cobertura vacinal no ano de 2018. Nesse contexto, verifica-se que os princípios aristotélicos são postos de lado, visto que ao não cumprir a meta de vacinação, imposta pelo Ministério da Saúde, o Estado possibilitará que milhares de pessoas fiquem suscetíveis à doenças fatais.
Outrossim, a falta de conhecimento sobre os benefícios que a vacinação proporciona ao indivíduo contribui para a acentuação da problemática. Devido à difusão dos movimentos antivacina, muitas pessoas passaram a acreditar que as vacinas possuem algum tipo de efeito colateral ainda desconhecido. No entanto, o que elas não sabem é que as hipóteses propostas por esses grupos não possuem nenhum tipo de embasamento científico. Dito isso, é imprescindível que a população tome ciência de que ao vacinar-se o cidadão não só estará se prevenindo da doença, mas ajudando a combatê-la, pois quanto mais pessoas estiverem protegidas de um vírus, mais difícil será a sua difusão e assim, ele poderá, eventualmente, desaparecer.
Logo, para que o triunfo sob a problemática seja efetivado, urge que o Ministério da Saúde, por meio dos recursos enviados pelo Estado, promova uma intensificação das campanhas de vacinação, sobretudo, nas regiões interioranas do país, onde o índice de pessoas que não foram vacinadas é elevado. Ademais, essa ação deverá ser acompanhada da confecção e distribuição de cartilhas, com o objetivo de informar a população sobre quais doenças podem ser contraídas caso o cidadão não se vacine. Ainda assim, parte da verba deverá ser aplicada na ministração de palestras, com o intuito de desconstruir os argumentos pseudocientíficos dos movimentos antivacina.