O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/10/2019
Com a melhoria no saneamento básico, aumento de campanhas vacinais e avanço da biotecnologia, o mundo passou uma diminuição no número de casos de certas doenças e a erradicação de outras, como a Varíola. No Brasil, isso se observa, indubitavelmente, quando se tratava da Pólio e do Sarampo. Todavia, essas e outras infecções reapareceram, fomentando uma questão de saúde pública. Com isso, sendo necessário discutir as causas e consequenciais desse panorama.
A priori, cabe destacar que há mudanças nacionais, nas quais corroboram para a manutenção do problema. No Brasil é garantido gratuitamente 19 vacinas no calendário e a maioria devem ser aplicadas durante a infância, todavia, o Ministério da Saúde informou que houve uma queda na cobertura vacinal, principalmente entre a população infantil. Esse cenário, é resultado de alguns vieses, mas com ênfase na falta de preocupação dos pais em vacinar seus filhos, devido a vida mais corrida, e na difusão de ideologias antivacinas. Nos dois casos, caracterizando negligência, que segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é passível de penas, pois o órgão garante a vacinação e os demais cuidados de saúde, como direito da população infantojuvenil. Assim, com a diminuição da população imune, os patógenos tornam a aparecer, como casos alóctones, ou seja, aqueles que são trazidos de outros países onde as doenças não estavam controladas.
Não obstante, a persistência desse cenário tem consequenciais graves para a população Brasileira. Nesse âmbito, além da difusão das doenças, os agentes causadores podem sofrer mutações e tornarem mais agressivos, ocasionando várias cepas até então desconhecidas. Além disso, a população carente seria a mais prejudicada, visto que são elas que muitas vezes não conseguem ter o acesso ou são leigas sobre o assunto. Ademais, o país teria que realizar medidas drásticas, como a necessidade de fechar as fronteiras, e não receber refugiados, o que seria um caos em dimensões mundiais. Tal conjuntura, é responsável para que hoje haja 1,5 milhão de mortes infantis que poderiam ser evitadas por meio da vacinação no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Saúde, o aumento das campanhas vacinais em todo o território brasileiro, por meio do uso da mídia para a promoção dessas, tal projeto ofertaria a quantidade necessária para a cobertura de cada município e das zonas rurais, incluindo os refugiados, atendendo a demanda de cada região de acordo a incidência e prevalência das doenças, objetivando a erradicação novamente da Pólio e do Sarampo, e o controle de outras, evitando mortes e disseminação de movimentos antivacinas.