O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 23/08/2019
“Melhor prevenir do que remediar” é uma frase bastante conhecida pela população brasileira, ela se refere ao fato de realizar medidas profiláticas a problemas cotidianos. Um exemplo é a vacina, avanço medicinal usado para a prevenção de doenças através da imunização. No entanto, em se tratar de sua saúde, a população não vem sendo tão cuidadosa assim, deixando de tomá-las e trazendo o riscos a população, riscos estes como a volta de doenças extremamente perigosas e fatais.
Um movimento chamado de antivacina foi criado a partir de uma pesquisa, atualmente refutada, realizada em 1998 que associa o autismo a vacina tríplice viral, na qual consiste em pais que preferem não vacinar seus filhos contra doenças perigosas por medo dos efeitos colaterais. Nos maiores países como os Estados Unidos, onde este movimento tem maior intensidade, são registrados casos como por exemplo o de sarampo que já está em 704 em 2019, segundo notícia publicada no site do g1, de maneira que os especialistas associam a propagação ao movimento antivacina. O problema está na migração e turismo, onde a saúde das pessoas não é monitoradas da devida maneira, podendo causar a volta de doenças como o sarampo no Brasil, mesmo tendo sido erradicado e reconhecido pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) em 2016. O pior é que já estão sendo registrados casos, principalmente no estado de São Paulo e região Centro-Oeste, onde ficam maior parte dos turistas. Outro grande fator prejudicial à causa é a pequena cobertura vacinal brasileira, que segundo a Sbin (Sociedade Brasileira de Imunizações) está abaixo do esperado, sendo ele 95% do público alvo. Ainda segundo o órgão, outros motivos podem ser causadores, como por exemplo a falta de ações governamentais que visem melhorar a situação, uma delas é o fato dos postos de saúde estarem abertos sempre em horário comercial, sendo este o horário que os pais estão ocupados com trabalho ou afazeres domésticos, ou até mesmo por regiões com grande carência não receber o devido respaldo do governo em relação a saúde, em especial regiões como a Amazônia.
De acordo com o visto acima, nota-se a carência de mecanismos que revertam a situação. Faz-se necessário então que o governo disponibilize vacinas, faça campanhas mensalmente através da internet, televisão, escolas e meios de comunicação acerca da necessidade de vacinação dos adultos e principalmente das crianças, passe a usar o modelo dos Estados Unidos de cobrar o cartão de vacina para o engajamento na escola e no mercado de trabalho. Desta maneira, o cidadão certamente estará se prevenindo ao invés de remediar-se, assim como em 2016.