O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 27/10/2019
É indiscutível que após a invenção da primeira vacina no século XVIII, a ciência teve grande evolução no surgimento de novas fórmulas que foram capazes de erradicar inúmeras doenças. Contudo, mesmo diante dessas conquistas, o Brasil tem lutado contra o reaparecimento de enfermidades extinguidas, principalmente por fatores como os baixos índices de vacinação e a oferta precária de saneamento básico.
É relevante abordar, primeiramente, que no limiar do contexto histórico, a promulgação da Constituição Federal de 1988 foi um grande marco para a proteção da mulher no mercado de trabalho, garantindo direitos a mesma. Desse modo, cada vez mais mulheres passaram a trabalhar fora, dificultando a vacinação própria e de seus filhos, já que os postos de saúde só funcionam de segunda a sexta das 8 ás 17 horas, e nem elas nem os pais têm tempo de ir aos locais para realizar a imunização.
Outro fator importante é a falta de saneamento básico que também contribui para o agravamento da situação, uma vez que colabora para a proliferação de animais e insetos hospedeiros de inúmeros vírus, como a dengue, uma doença reemergente transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. A falta de abastecimento regular de água obriga a população a estocar volumes complementares em tonéis, essa água limpa e parada é um dos locais preferidos do mosquito, logo, há sua multiplicação.
Perante os argumentos supracitados, tange que medidas sejam tomadas para reverter essa problemática. Cabe ao Ministério da saúde realizar campanhas de vacinação que ofereçam horários prolongados a fim de que todos tenham a possibilidade de comparecer, além disso os municípios devem estabelecer fiscalizações para garantir o acesso ao saneamento básico com o objetivo de evitar o armazenamento de água de modo inadequado. Dessarte, a erradicação de doenças será eficaz e duradoura.