O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 07/09/2019

No século XIV, na Europa, a peste negra ou peste bubônica foi uma feroz epidemia que matou quase um terço da população. Isso evidência que as doenças infecciosas estiveram presentes no mundo desde há muitos séculos atrás; deixando, quase sempre, uma grande quantidade de vítimas em seu caminho. Nessa perspectiva, deve-se tomar medidas com a maior rapidez possível para que possa se evitar desenlaces muito piores e devastadores.

A maioria destas doenças têm sua origem em vírus e bactérias de animais, que foram controladas ou até erradicadas graças ao avanço da medicina, com a descoberta das vacinas e medicamentos especializados. Números do Programa Nacional de Imunizações (PNI) mostram que a taxa de vacinação está caindo desde o 2013, e os principais fatores seriam: o desabastecimento de vacinas essências e pais que se recusam a vacinar a seus filhos.

Os movimentos antivacinas que se espalharam pelo país, causaram uma mudança repentina na opinião das pessoas, que decidiram não se vacinar por temor aos efeitos colaterais que afetaram a sua saúde e dos seus filhos. Mas Carla Domingues, coordenadora do PNI, diz: “Não vacinar as crianças aumenta as chances de doenças já extintas voltarem a ser um problema de saúde pública”. Por outro lado, o desinteresse do governo com a questão das vacinas é também preocupante e põe em risco o bem-estar da população.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir o controle destas doenças. O Governo junto com o Ministério da Saúde, devem promover campanhas que mostrem os benefícios da imunização, mediante os diversos meios de comunicação, além de investir no abastecimento adequado de vacinas e a destinação gratuita de uma quantidade delas para o setor de baixos recursos econômicos. Só dessa forma, poderá se enxergar uma melhora neste problema.