O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/09/2019
O ressurgimento de enfermidades antes consideradas erradicadas o Brasil coloca o país em estado de calamidade pública. Aliado ao surgimento de novas doenças (comum devido ao enorme poder de mutação de vírus e mesmo bactérias), o reaparecimento de antigas mazelas remonta um panorama de completo caos em virtude das dimensões do risco que todos em território nacional passam a correr. Nesse contexto, os principais responsáveis por esse cataclismo socioambiental, além dos indivíduos imprudentes por si só, são o desmatamento de áreas tropicais e o próprio aquecimento global.
Embora a invasão de florestas tropicais reflita riscos de contaminação por doenças tropicais como a febre amarela, esse risco se limita apenas aos indivíduos que exploraram um território específico. Por outro lado, o desmatamento de áreas equatoriais amplia o perigo por motivos claros: a destruição do lar de animais silvestres como os mosquitos transmissores da febre, fá-los migrar para áreas urbanas, onde há maior concentração de pessoas que correrão o risco de contaminação em massa.
Outrossim, o aquecimento global, cuja principal consequência é o descongelamento das calotas polares, também contribui para o reaparecimento de doenças não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Antes da erradicação de algumas doenças na Europa, era comum descartar os corpos de falecidos por varíola, tuberculose, sarampo, dentre outras enfermidades, em locais frios, onde não haveria risco de multiplicação dos vírus e outros agentes infecciosos para ameaçar a população. Contudo, o aumento considerável e constante das temperaturas do planeta põe em risco a latência desses agentes e compromete a erradicação dessas doenças em todo o território global.
Desse modo, é evidente a responsabilidade ambiental necessária no combate ao reaparecimento de doenças no Brasil e no mundo. Portanto, concerne ao Governo Federal, aliado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), reassegurar medidas públicas antidesmatamento e estender fronteiras de proteção ambiental. Ademais, é igualmente necessário que o governo se empenhe na redução nacional da pegada de carbono; por meio do direcionamento multas e intimações aos sobrecarregadores da emissão de poluentes, é possível minimizar o avanço do temível processo de aquecimento global e manter a todos mais distantes de uma catástrofe planetária.