O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 09/09/2019

As vacinas simulam, no organismo, doenças infecciosas de uma forma segura e então desencadeiam uma série de reações imunológicas que levam a um estado de proteção contra a enfermidade. Embora tenha eficácia comprovada, o ressurgimento de doenças que já eram consideradas erradicadas demonstram impasses a serem superados. Fatores como aumento de crises humanitárias e a percepção enganosa de que não é mais necessário a vacinação evidenciam a problemática.

Em primeiro plano, de acordo com dados da UNICEF, a cobertura vacinal no Brasil vem caindo. Uma das causas é o grande sucesso alcançado pelas vacinas em controlar doenças, desde controlas,  uma significante parcela da população não aderem a vacinação. Entretanto esse resultado só foi alcançado mediante o compromisso das pessoas em adotar a medida.

Ademais, outro aspecto se faz relevante, o atual quadro de crise humanitária vivenciado pela Venezuela aumentou sensivelmente a imigração de pessoas não imunizadas ou doentes, muito por conta da negligenciação de medidas de saúde no país vizinho. Dessa forma, quando não tratadas contribui para a entrada de doenças aqui erradicadas. Simultaneamente, com o grande número de pessoas não imunizadas, favorecem a proliferação dessas enfermidades.

Portanto, é notório que a vacinação é o principal instrumento para erradicação de muitas enfermidades. Diante de tais impasses, faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova o acolhimento dos imigrantes para posteriormente médicos e enfermeiros tratá-los, por meio de vacinação das pessoas saudáveis e medicação dos doentes, para que a as chances de haver uma propagação de doenças já erradicadas no Brasil seja mínima. Além disso a mídia viabilize campanhas educativas com o intuito de munir a população de informações e então aumentar a adesão a vacina como forma de prevenção.