O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/10/2019
O grande avanço da medicina durante os dois últimos séculos foi responsável por erradicar doenças - muitas delas mortais - como, por exemplo: sarampo, escarlatina, sífilis e a gripe tipo A. Decerto que invenções como a vacina e antibiótico foram fundamentais para tal. No entanto, nos últimos anos, de forma contrária ao que era esperado, tais doenças passaram a reaparecer, com a desinformação e as famigeradas “fake news” exercendo papel essencial nesses episódios.
É evidente que a internet forneceu uma quantidade de informação e opiniões nunca vista antes. No entanto, as redes sociais e a mídia independente, muitas vezes, ao invés de informar, desinformam, seja por opiniões embasadas no “achismo”, ou até mesmo feitas de maneira maliciosa. Assim, seguindo esta tendencia, grupos anti-vacinas foram criados em redes sociais e mentiras sobre as vacinas foram propagadas, sendo elas vinculadas a medidas do governo para controlar a super-população. Consequentemente, surtos de doenças antes consideradas erradicadas foram registrados em diversas partes do planeta.
Além disso, a falta de conhecimento pode gerar também a auto-medicação com antibióticos, e, se feita de maneira errônea, possibilitará a criação de super-bactérias. Desta forma, estes remédios não serão mais capazes de combater estes vírus, fomentando a reaparição dessas doenças anteriormente exterminadas, porém de maneira muito forte e difícil de serem combatidas. Em virtude disso, pessoas que frequentam o mesmo ambiente que o infectado, podem contrair o vírus e o alastrar.
Portanto, fica explícito que medidas devem ser tomadas o quanto antes. Por isso, o governo deve investir em campanhas que orientem sobre as vacinas e o risco da auto-medicação, seja por meio de palestras em escolas com profissionais da área; propagandas na televisão; ou cartazes espalhados em unidades de saúde e hospitais. Somente assim, através do conhecimento, poderá combater essas enfermidades de maneira eficiente, o que diminuirá demasiadamente o risco de uma possível epidemia.