O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 18/09/2019

O ressurgimento de doenças outrora erradicadas representa mais uma ameaça ao cotidiano da população brasileira, sobretudo a urbana e mais vulnerável socioeconomicamente. O Estado, ao deixar de negligenciar o cuidado às áreas mais pobres de seus domínios e, ao contribuir para a disseminação da informação e para o desenvolvimento científico, age da melhor forma possível para evitar essa recorrência em nosso país.

O retorno de doenças ao cenário nacional está intimamente relacionado à falta de saneamento básico, haja em vista que a maioria delas, como o sarampo, a gripe A e a sífilis são causadas por vírus ou bactérias, que comumente tem como vetores insetos dependentes de lixo ou de água parada para sobrevivência e a procriação. Por conseguinte, a falta de tratamento de esgoto está relacionada à pobreza, pois ocorre nas regiões mais pobres do país, das cidades, devido à negligência do Estado.

Também contribuem para esse quadro a desinformação da população acerca de seus direitos e deveres, acerca de atitudes facilitadoras para a propagação dessas doenças e de os benefícios e a segurança da vacinação. Para o filósofo Immanuel Kant, a educação (a informação) é a única condição para a autonomia do indivíduo, que pode, então, evitar inúmeras doenças.

Diante do exposto, faz-se mister o combate a essas enfermidades ao ressurgimento através da informação e da oferta de melhores condições de vida à população pois, diferentemente da corrente de pensamento malthusiana, a qual afirma que a miséria (e consequentemente a doença) é uma importante forma de controle populacional), para o Estado moderno ocidental (em nosso caso República constitucional) a saúde de cada um de seus cidadãos deve ser tratada com importância.

Por isso, para que haja eficiência nesse combate, o governo brasileiro deve acionar a mídia para promover anúncios que visem enfraquecer o preconceito para com as vacinas e informar cuidados profiláticos importantes e, por meio do ministério responsável pelo ensino superior e do responsável pela ciência e tecnologia, incentivar financeira e estruturalmente o desenvolvimento de pesquisas em universidades com o objetivo final de criar vacinas necessárias ou mais eficientes e menos custosas.