O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 21/09/2019
Com a vinda dos portugueses, em meados do século XV, surgem no território brasileiro, as primeiras epidemias virais. Em razão da falta de imunidade e políticas públicas estruturadas, durante décadas, milhares de pessoas foram mortas por tais enfermidades. Não distante desse contexto, hodiernamente, o reaparecimento de doenças já antes erradicadas, mostra-se como uma problemática persistente no país, o que se deve tanto aos movimentos antivacinas, quanto a ineficácia do sistema público de saúde. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores e possíveis medidas relacionadas a esse revés social.
A priori, vale ressaltar que a vacinação é a maneira mais eficaz de evitar a proliferação de patologias virais e bacterianas. Contudo, muitos brasileiros acreditam que ela gera mais riscos do que benefícios ao organismo, em decorrência de concepções religiosas e ‘’fake news’’ disseminadas por grupos antivacinas. A esse respeito, é pertinente destacar o relatório realizado pela OMS(Organização Mundial da Saúde), o qual afirma que a resistência à imunização ameaça reverter o progresso no combate às enfermidades infecciosas como o sarampo, reemergente na sociedade em 2018. Desse modo, vê-se que a negligência de muitos indivíduos coloca em risco toda a população.
Outrossim, é imperioso destacar o pensamento do filósofo contratualista John Locke, no qual ele declara que é dever do Estado garantir a ordem e o bem-estar social. Seguindo tal premissa, vê-se que o Governo deturpa essa garantia, tendo em vista a falta de acessibilidade de muitos brasileiros ao sistema público de saúde, devido a má gestão e desvios de recursos de muitos governantes. Dentro desse problema, nota-se a falta de vacinas nos hospitais e unidades básicas, o que dificulta a imunização de parcela da sociedade, tornando-a suscetível à contração de viroses. Consequentemente, o descaso das autoridades governamentais, corrobora a emersão e propagação dessas patologias no país.
Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter esse cenário preocupante. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, abordar e desmistificar as informações falsas que cercam o processo de imunização, mediante a provisão de palestras e debates públicos, a fim de convencer a sociedade da importância da vacinação na prevenção de doenças. Junto a isso, é fundamental a fomentação de investimentos no setor da saúde, com o propósito de ampliar os estoques de vacinas nos postos e assim, garantir a vacinação de todos. A partir dessas ações, será factível erradicar definitivamente essas epidemias que acometem a vitalidade da nação.